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MNE Moçambique: países lusófonos com "melhores expectativas"
Terça, 27/03/2012

As expectativas dos países lusófonos sobre o Fundo de Cooperação para o Desenvolvimento entre a China e os Países de Língua Portuguesa são “as melhores”, disse hoje o Ministro dos Negócios Estrangeiros e Cooperação de Moçambique. Oldemiro Baloi nota a importância deste apoio numa altura em que a economia mundial ainda se ressente da crise financeira. “É sempre bom poder-se dispor de uma oportunidade como esta que o fundo concede. Sabe-se que a situação em termos de necessidades financeiras agravou-se sobremaneira a partir do momento em que surgiu a crise financeira que degenerou numa crise económica global”, referiu.

 

Falando em representação dos países lusófonos com assento no Fórum para a Cooperação Económica e Comercial entre a China e os Países de Língua Portuguesa, o ministro moçambicano referiu que o dinheiro faz mais falta para construção de infra-estruturas, “um factor crucial de desenvolvimento”. Oldemiro Baloi acrescentou ainda que os projectos conjuntos vão, por outro lado, responder à necessidade de “know-how”.

 

A China já contribui para estas áreas em vários países lusófonos, sobretudo nos PALOP, mas o governante considera que a ajuda nunca é demais. “[O fundo] não muda nada, no sentido em que as necessidades são tão grandes que não há país nenhum que consiga satisfazer as necessidades nem sequer de um dos nossos países”, sustentou, no final da cerimónia de apresentação do Fundo de Cooperação para o Desenvolvimento entre a China e os Países de Língua Portuguesa.

 

Oldemiro Baloi ainda avançou que cabe a cada país fazer uma pré-avaliação dos projectos das empresas que queiram o financiamento do fundo. Segundo o ministro moçambicano se não existisse essa triagem “seria um caos”.