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Tradicionais criticam aumento das despesas do metro
Segunda, 30/07/2018
Os deputados do campo tradicional Ho Ion Sang e Leung Sun Iok criticaram hoje o Governo por “despesismo” e “erros” na gestão das grandes obras públicas. O sistema de metro ligeiro – ainda sem um orçamento final – foi um dos projectos analisados.

“O Governo tem um registo escandaloso e tem sido criticado pelo despesismo. A população acusa o Governo, podre de dinheiro, de ser gastador, de desperdiçar o dinheiro público em troca de serviços desnecessários e para resolver questões controversas”, afirmou Ho Ion Sang. O deputado, da União Geral das Associações de Moradores, recordou os casos dos Jogos da Ásia Oriental, do Terminal Marítimo do Pac On e do campus da Universidade de Macau.

Sobre o projecto do metro, Ho Ion Sang destacou o conflito entre o Governo e o antigo empreiteiro do parque de materiais. “As obras estiveram suspensas durante muito tempo, e as partes acabaram por rescindir o contrato. Em resultado, o parque de materiais não foi concluído em 2016, como previsto, e o Governo teve de pagar 85 milhões ao empreiteiro como indemnização, para além das despesas de 700 milhões de patacas com o armazenamento, manutenção e seguros das carruagens”, disse.

O orçamento do metro está agora em 16,4 milhões de patacas.

Por decisão do tribunal, o Governo vai ter de voltar a analisar as sete propostas admitidas no concurso para a superestrutura do parque de materiais, apesar de a obra estar praticamente concluída.

Leong Sun Iok, dos Operários, diz que é provável que o Governo tenha de pagar uma indemnização “avultada”. O deputado estima, de resto, que cada quilómetro do metro custou, em média, 1,2 milhões de patacas – excluindo as despesas resultantes de processos judiciais, entre outros gastos administrativos.

Leong, que faz parte da comissão da Assembleia legislativa que acompanha a evolução das despesas do metro, diz que o Governo deve rever o orçamento do projecto e fiscalizar os gastos.

Sónia Nunes