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Morreu o arquitecto Vicente Bravo
Domingo, 29/07/2018
Morreu o arquitecto português Vicente Bravo. Nascido em Angola, em 1946, e licenciado em arquitectura pela então Escola Superior de Belas Artes de Lisboa, veio para Macau nos anos 1980, onde deixou uma marca importante.

É dele a autoria do projecto do edifício que acolhe o Museu das Ofertas sobre a Transferência de Soberania de Macau e da Praça do Centro Cultural de Macau.

A notícia da morte de Vicente Bravo foi confirmada à TDM – Rádio Macau pela arquitecta Maria José de Freitas, que lamentou o desaparecimento daquele que era também “um amigo”, com quem chegou a conviver nos tempos de faculdade e mais tarde reencontrou em Macau.

Para Maria José de Freitas, Vicente Bravo foi “uma figura sem dúvida importante”, “um arquitecto que deixou o seu nome em Macau”, em muitas obras, e que era uma pessoa “com uma sensibilidade, uma inteligência, uma criatividade que são, de facto, de louvar e de apreciar”.

Maria José de Freitas recordou também a colaboração de vários anos de Vicente Bravo com o arquitecto Manuel Vicente, quer em Portugal, quer em Macau, aqui também com Paulo Sanmarful, com quem criou depois um ateliê. Após a ida de Paulo Sanmarful para Portugal, Vicente Bravo continuou em Macau, sendo a partir daí que a arquitecta reconhece “mais o cunho pessoal” do colega.

De entre os trabalhos de Vicente Bravo destacados por Maria José de Freitas estão o “parque de estacionamento da Areia Preta” e aquele que a arquitecta considera como “talvez um dos mais emblemáticos”: “o pavilhão temporário da transferência de soberania, que se assemelhava a uma lanterna iluminada” – uma “estrutura efémera”, lembra, “que existiu durante a altura da transferência de soberania e depois, por razões que todos entendemos, por razões políticas, teve de desaparecer e deu lugar ao museu da transferência que é também da autoria do arquitecto Vicente Bravo”.

Entre as obras que contam com a marca de Vicente Bravo em Macau estão também o então Complexo Desportivo da Universidade de Macau e a escola técnica do bairro Tamagnini Barbosa. O arquitecto esteve ainda envolvido em vários projectos de habitação, incluindo habitação social. Foi também o arquitecto escolhido para projectar as novas instalações da Escola Portuguesa de Macau – instalações que acabaram por não ser construídas.

Sofia Jesus