Em destaque

18 de Abril de 2019: às 12h30, o BNU negociava 1 euro por 9,1616 patacas e 1,1296 dólares norte-americanos.

 

Um dos maiores bancos chineses gere fundo para lusofonia
Terça, 27/03/2012

O Fundo de Cooperação para o Desenvolvimento entre a China e os Países de Língua Portuguesa será administrado e gerido pela sucursal do Banco de Desenvolvimento da China, “China Development Bank Capital”, com o apoio do Governo da RAEM, na figura do Fundo de Desenvolvimento Industrial e de Comercialização de Macau.

 

Apesar de caber ao banco, um dos maiores da China e com activos no valor de seis triliões de renminbis, a gestão diária da linha de crédito, o secretário para a Economia e Finanças assegura que Macau fará a sua fiscalização. “Sendo o Governo da RAEM também parte promotora (...) haveremos de ter um lugar na gestão e fazer a nossa fiscalização”, afirmou Francis Tam.

 

O director do “China Development Bank Capital”, Zhang Xuguang, salientou, durante a apresentação do fundo, que com esta iniciativa a China pretende “elevar o nível de cooperação e concretizar o potencial de investimento bilateral”. “O fundo apoiará o desenvolvimento conjunto das empresas da China e dos Países de Língua Portuguesa, através de um instrumento de serviço financeiro integrado ‘investimento + empréstimo’, promovendo a cooperação e intercâmbio entre as partes”, apontou.

 

A entidade gestora da linha de crédito é que irá escolher os projectos de investimento e de forma autónoma. “Em obediência (...) às estratégias de investimentos e aos critérios de investimentos programadas, o fundo escolherá livremente projectos de investimento de entre os Países participantes do Fórum Macau e (...) tomará decisões com autonomia e assumirá o correspondente risco dos investimentos”, acrescentou o dirigente bancário. Ainda de acordo com Zhang Xuguang, a prioridade será dada às áreas da construção e infra-estruturas, transportes e telecomunicações, energia, agricultura e recursos naturais.

 

Além de financiamento directo a companhias, o fundo também pode ser utilizado para a criação de “joint-ventures” com empresas dos países lusófonos com vontade de investir na China e vice-versa, no sentido de se “alcançar a dupla vantagem”. “Neste caso, o Banco do Desenvolvimento da China pode prestar serviço financeiro integrado a essas ‘joint-ventures’ no âmbito de empréstimo, ‘leasing’, emissão de títulos e cotação”, explicou Zhang Xuguang.