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Carlos André:Não se pode pensar que “português é coitadinho”
Sábado, 28/07/2018
Carlos André, coordenador do Centro Pedagógico e Científico da Língua Portuguesa do Instituto Politécnico de Macau (IPM), defende que não se pode continuar a pensar que o “português é coitadinho em Macau” se se quer afirmar a língua.

“Para que nós possamos afirmar o português em Macau e para que o português em Macau se desenvolva dessa forma, é preciso não continuarmos a pensar que o português é coitadinho em Macau ou que tem um estatuto de menoridade ou que têm um estatuto de menoridade linguística aqueles que falam português e não são da minha nacionalidade. Esta questão do respeito mútuo [...] é algo que eu tenho procurado incentivar nos professores que trabalham comigo”, argumentou Carlos André no programa Rádio Macau Entrevista.

Nesse sentido, o académico fala de vários tipos de respeito: “O respeito pela comunidade que nos acolhe e onde nós somos estrangeiros. O respeito pela comunidade que está a aprender português e onde nós somos apenas convidados”.

Na opinião de Carlos André, ainda há quem não saiba desempenhar “o papel de ponte”. “Um papel de ponte e de plataforma, no fundo, é um papel de diálogo. E no diálogo, ou nós estamos em pé de igualdade com quem dialogamos... Se se pensa que ‘vamos lá dar uma ajudinha porque são fracotes no português’, isto assim não pode funcionar. A questão do respeito é uma questão fundamental”, acrescenta o académico.

O programa Rádio Macau Entrevista é emitido aos sábados ao meio-dia e tem repetição às segundas-feiras, às 10h30. O programa pode ainda ser ouvido na página da internet da Rádio.

Marta Melo com Gilberto Lopes