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Anima e Yat Yuen criam centro para realojar galgos no Pac On
Sexta, 27/07/2018
A Anima e a Yat Yuen querem fundar e gerir em conjunto um Centro Internacional de Realojamento de Galgos. O projecto foi apresentado hoje por Albano Martins, presidente da Sociedade de Protectora dos Animais de Macau, e Angela Leong, directora-executiva da Companhia de Corridas de Galgos, numa conferência de imprensa que oficializou um virar de página na relação entre as duas partes, marcada em público nos últimos anos por acusações mútuas.

O plano (apresentado ainda sem a aprovação do Governo) é criar um canil de acordo com os padrões internacionais para albergar os mais de 500 cães que ainda estão no Canídromo, à espera de serem adoptados. O projecto está a ser pensado para um terreno no Pac On.

Angela Leong e Albano Martins não revelaram o proprietário do edifício, de três pisos, onde querem construir o centro para galgos, nem os detalhes da concessão do terreno. “A única coisa que sei é que o edificio vai ser arrendado, o custo é substancialmente elevado [800 mil patacas por mês]”, disse o presidente da Anima.

De acordo com Albano Martins, “são é precisa aprovação de projecto algum” por parte da Direcção dos Serviços de Solos, Obras Públicas e Transportes. “É apenas fazer vedações internas, não há alteração de estrutura nenhuma”, acrescentou.

No registo da conservatória, o terreno tem uma área superior a quatro mil metros quadrados.

A propriedade está inscrita, desde 2007, em nome Sociedade de Desenvolvimentos Bong Vui. É também este o ano em que foi pedida uma planta de alinhamento para o lote nas Obras Públicas.

No registo predial, é tambem feita referência a uma concessão por arrendamento, por um prazo de dez anos, a contar desde Março de 2015.

O lote, concedido em 1988, à Indústria de Fabrico de Componentes Electrónicos tem fins industriais.

Albano Martins acredita que “será possível chegar a um entendimento” com o Governo para alterar a finalidade do terreno por haver precedentes. “É muito mais importante colocar Macau no mapa internacional das cidades que têm coisas como estas do que, por uma simples questão, pararmos um processo. Um processo destes parado vai implicar que os animais tenham de ficar necessariamente mais tempo no Canidromo e as condições não são as melhores”, defendeu.

Para gerir o centro, a Anima, Angela Leong e a Yat Yuen propõem-se a criar uma associação com estatuto de utilidade pública.

Sónia Nunes