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Festival Internacional de Música com fado, flamenco e ópera
Terça, 24/07/2018
A 32 ª edição do Festival Internacional de Música de Macau vai decorrer de 28 de Setembro a 28 de Outubro. São 22 espectáculos ao longo de um mês. Como é hábito, o festival abre e fecha com ópera. De Portugal, chegam os Sangre Ibérico, um projecto que faz a fusão entre o fado e o flamenco.

O orçamento é de 30 milhões, igual ao ano passado. Os bilhetes estão à venda a partir de 5 de Agosto.

L’Elisir d’Amore. A ópera de Gaetano Donizetti marca a abertura do Festival Internacional de Música. Encenada pelo alemão Grischa Asagaroff, é uma produção da Ópera de Zurique e assinala os 170 anos da morte do compositor italiano.

A organização vai também dar a conhecer os bastidores de Elisir d’Amore para o público interessado ver como os cenários de uma vila italiana do século XIX são criados através do guarda-roupa e adereços.

O Quarteto Hagen de Salzburgo traz a Macau clássicos alemães e austríacos.

Do Brasil vem o violoncelo de António Meneses, com direito a master class do músico para alunos locais.

Nesta edição 32, destaque também para Los Romeros. Conhecidos como a “Família Real da Guitarra”, tocam arranjos de música clássica espanhola.

Há espaço ainda para o jazz, com o pianista jamaicano Monty Alexander com “Uma Vida no Jazz" e para a música renascentista britânica, do tempo de Dona Isabel I, pelo coro Stile Antico.

A celebrar o 150º aniversário da morte do compositor italiano Gioachino Rossini, o FIMM apresenta a ópera II Signor Bruschino. E a Camerata Sallzburg junta-se ao violinista francês Renaud Capuçon para dois concertos de Mozart para violino e duas sinfonias de Haydin.

Como vem sendo hábito, o festival volta a apostar no diálogo entre o Ocidente e Oriente. Lu Jia, director da Orquestra de Macau junta-se à Orquestra Filarmónica de Xangai para apresentar a sinfonia número 8 em Dó Menor, a magnum opus, de Anton Bruckner. E a orquestra Nacional de Cantão vai apresentar "Rima Cantonense na Rota da Seda".

Há ainda um concerto para mostrar o talento de dois jovens percussionistas de Macau, Hoi Lei Lei e Raymong Vong.

Duas bandas de música electrónica: a EVADE, de Macau, e a FM3, de Pequim, sobem ao palco do antigo armazém número 2 das antigas Oficinas Navais. Esta sala é uma novidade entre os seis palcos dos espectáculos, onde figuram também o Teatro Dom Pedro V, Casa do Mandarim, Fundação Rui Cunha, Conservatório de Macau e Centro Cultural.

O festival encerra com Schumman no grande auditório do Centro Cultural. Concerto, em dose dupla, da Staatskapelle Dresden, uma das óperas mais antigas do mundo.

Fátima Valente