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CEM quer elevar instalações eléctricas nas zonas baixas
Terça, 24/07/2018
A Companhia de Electricidade de Macau (CEM) diz ter implementado cerca de 80 medidas de prevenção contra tufões. As acções visam sobretudo as instalações eléctricas que alimentam as habitações e o pequeno comércio na cidade, conhecidas como subestações de distribuição.

Até ao final do ano, as novas medidas devem chegar às 100. A CEM concluiu recentemente várias reparações, mas para cumprir todas as ideias apresentadas, também precisa da colaboração do Governo. Por isso, a companhia novas instalações para colocar as subestações de distribuição que ficam nas zonas baixas, como a Barra ou o Porto Interior, mas esta questão tem de constar do planeamento urbanístico.

Entre as medidas já aplicadas está a colocação dos equipamentos a uma altura mais elevada, “de maneira a que um tufão com os níveis de água recorde como o Hato já não danifiquem os materiais”, como explicou Billy Chan, director de Transporte e Distribuição da CEM, numa apresentação feita esta tarde à comunicação social. No futuro, a CEM quer colocar os referidos equipamentos de abastecimento eléctrico ainda mais acima, no mínimo, em segundos andares.

“Os novos edifícios naquela zona vão precisar de ter um design diferente. Vamos implementar muitos deles no quarto trimestre do ano. Isto quer dizer que os projectos de renovação urbana nesta área têm de ter isto em conta. Queremos mover todos os equipamentos para os segundos andares. Outro factor é a localização das áreas afectadas. Queremos mudar os equipamentos de instalações. Isso envolve muita coisa e vai levar algum tempo. Estamos a trabalhar nisso com os clientes afectados e com o Governo também”, referiu o director de Transporte e Distribuição da CEM.

Durante o Hato muitas das subestações das zonas baixas ficaram alagadas e isso afectou outras que ficam mais elevadas. Mas agora, de acordo com Billy Chan, “isso não vai voltar a acontecer”. A CEM desenvolveu um sistema para que as subestações funcionem mesmo que outras estejam danificadas.

Para além de elevar os equipamentos, algumas das medidas nas subestações contam com instalação de barreiras anti-inundações nas portas e alarmes de cheia. As soluções foram adaptadas para as especificidades de cada um dos edifícios que albergam as subestações.

De acordo com a CEM, das 1.600 subestações existentes em Macau, 230 foram afectadas pelo Hato. A companhia elevou o nível de água considerado perigoso para os equipamentos, estando agora nos padrões registados durante o tufão Hato.

Desde a passagem do tufão, a CEM já reparou 31 transformadores, 73 caixas de distribuição e 3.463 portinholas de baixa tensão.

João Picanço