Em destaque

21 de Fevereiro 2019: às 12h30, o BNU negociava 1 euro por 9.21 patacas e 1.13 dólares norte-americanos.

Anima candidata a tomar conta dos galgos no canídromo
Sábado, 21/07/2018
A Anima – Sociedade Protectora dos Animais está interessada em assumir a responsabilidade de tomar conta dos galgos que ficaram no canídromo, depois de terminado o contrato de exploração de corridas de cães com a Companhia de Corridas de Galgos (Yat Yuen).

A intenção foi manifestada à TDM – Rádio Macau pelo presidente da associação, Albano Martins.

Desde as 00h00 de hoje que o Instituto para os Assuntos Cívicos e Municpais (IACM) toma conta das instalações relativas à criação dos galgos, em conjunto com associações de protecção dos animais que foram convidadas a recrutar voluntários para prestar apoio e cuidado aos cães.

De acordo com Albano Martins, estão a ser constituídas equipas de 40 voluntários por período, ou seja, de manhã e de tarde.

Esta é uma solução temporária, mas Albano Martins acredita que o IACM poderá estar interessado em entregar a missão de cuidar dos galgos: “Ninguém podia preparar uma solução definitiva até ao último minuto. Tudo é temporário. Por isso é que penso que o IACM vai assumir temporariamente o canídromo e esse serviço depois vai ter que ser prestado por alguém. A Anima candidata-se a ser uma das organizações, desde que lhe seja dado pessoal e, claro, sendo um trabalho do Governo, vai ter que ser pago. Com a Anima, o pagamento será do custo, não há lucro nenhum. Se for uma empresa privada, custará mais ao Governo”.

O IACM acusa a Yat Yuen de “não assumir as responsabilidades e as obrigações devidas de dono, deixando 533 galgos abandonados” no canídromo, afirmou o organismo em comunicado.

Ontem foi o último dia do contrato de exploração das corridas de cães em Macau.

O IACM avisou a Yat Yuen que, nos termos da lei, a não reclamação de animal pelo dono no prazo de sete dias úteis é equiparada a abandono.

Por cada galgo a empresa pode enfrentar uma multa que vai de 20 mil a 100 mil patacas.

O comunicado adianta, ainda, que após uma avaliação preliminar a “saúde dos galgos foi considerada normal”, mas Albano Martins manifesta cepticismo: “Embora acredite no que o IACM diga, tenho algumas dúvidas em relação a isso. O bom senso ensina que as pessoas não devem dizer isso antes de começarem a analisar com mais pormenor. Os animais que têm chegado à Anima chegam em mau estado”.

Quanto ao processo de adopção dos galgos, Albano Martins diz que está parado: “Continuamos a receber pedidos de adopção, mas o processo está parado enquanto não se reseolver alguns problemas, e um deles é que a propriedade dos animais tem que ser transferida”.

Hugo Pinto