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Demolição do edifício D. Leonor recebe luz verde do CPU
Quarta, 18/07/2018
O Conselho do Planeamento Urbanístico (CPU) aprovou a planta de condições urbanísticas que permite a demolição do edifício D. Leonor, na Avenida Infante D. Henrique.

Vários elementos do CPU defenderam o valor arquitectónico do prédio, da autoria do arquitecto José Lei e construído na década de 60, mas os responsáveis das Obras Públicas (DSSOPT) e do Instituto Cultural consideraram que não existem motivos para parar o projecto.

O director da DSSOPT, Li Canfeng, realçou que neste momento não há ainda um pedido para a demolição imediata do edifício, existindo por isso tempo para uma avaliação mais completa do prédio.

“Acho que não reunimos condições para suspender o projecto nem interromper o processo”, afirmou Li Canfeng.

Face às opiniões expressas por membros do CPU, à planta de condições urbanísticas foi apenas adicionada uma recomendação genérica de que o projecto futuro deve respeitar o estilo existente. Isto apesar da planta aprovada quase que duplicar a altura máxima de construção permitida naquela terreno.

O director das obras públicas justificou a decisão de não parar o projecto com um parecer do Instituto Cultural que considera não existirem razões para que o edifício seja classificado como património cultural.

“O nosso parecer preliminar é de que este edifício não se reveste de um carácter tão saliente ou de um valor tão relevante”, apontou Leong Wai Man, vice-presidente do Instituto Cultural.

Vários elementos do Conselho do Planeamento Urbanístico defenderam a necessidade de manter o edifício como um exemplo da arquitectura modernista em Macau. Rui Leão anunciou que a associação que lidera, a Docomomo Macau, apresentou já um relatório sobre o valor arquitectónico do prédio bem como um pedido de classificação ao Instituto Cultural, às Obras Públicas e ao Chefe do Executivo.

O arquitecto pediu que aprovação da planta fosse adiada para que o valor do edifício possa ser estudado de forma mais completa. "É uma responsabilidade nossa preocuparmo-nos de ter uma avaliação pelo menos e de não deitar fora tudo sem critério e sem uma avaliação. Antes de se fazer um estudo e uma avaliação acho muito errado que se avance", apontou.

Os argumentos não foram aceites e a planta de condições urbanísticas agora aprovada tem a validade de dois anos.

André Jegundo