Em destaque

21 de Fevereiro 2019: às 12h30, o BNU negociava 1 euro por 9.21 patacas e 1.13 dólares norte-americanos.

IACM responsabiliza Yat Yuen e admite ficar com Canídromo
Quarta, 18/07/2018
A dois dias de fechar o Canídromo, o Governo continua sem revelar onde e com quem vão ficar os cerca de 600 galgos da Yat Yuen. O Instituto para os Assuntos Cívicos e Municipais remete todas as responsabilidades para a empresa e diz que só em último caso é que toma conta dos cães. O alojamento provisório no Jockey Club não é uma hipótese.

Apesar do aparente interesse da Yat Yuen em transferir os galgos para o hipódromo, a Direcção dos Serviços de Inspecção e Coordenação de Jogos nunca recebeu qualquer pedido do Jockey Club para acolher os cães. Em todo o caso, a resposta seria negativa: “De acordo com o contrato de exploração de corridas de cavalos, as instalações só podem ser utilizadas para restaurantes, diversificação, divertimento, entre outros. Não inclui este tratamento [de galgos]”, disse, esta tarde, Paulo Martins Chan, numa conferência de imprensa convocada pelo Governo para chamar a Yat Yuen à responsabilidade.

“A Companhia de Corridas de Galgos deve assumir as suas responsabilidades e não transferi-las para a sociedade. Mais de 600 galgos – todos eles – são trabalhadores da companhia, que não tem nenhuma desculpa para não assumir essas responsabilidades”, defendeu Lei Wai Nong.

O vice-presidente do IACM sublinhou que, apesar dos sucessivos avisos, a empresa “só apresentou uma única solução que foi pedir a prorrogação do contrato”. Ainda assim, Lei acredita que a Yat Yuen vai corrigir a situação: “Até ao momento, acreditamos que o Canídromo vai assumir as responsabilidades que anunciou perante a sociedade. Mas, se houver casos de abandono, vamos tomar medidas especiais para tomar conta dos cães”.

O plano só será conhecido caso se confirme a intervenção do Executivo. Ao deixar claro que o Governo não quer dar este passo, Lei Wai Nong diz que uma das hipóteses é o IACM ficar a tomar conta dos cães no terreno do Canídromo.

“A Yat Yuen tem já o espaço para os cães. Vamos ponderar um local para o [alojamento] dos cães, que é da Yat Yuen. Mas não queremos que se coloque esta situação e reiteramos que a responsabilidade da empresa com os cães não termina a 20 de Julho. Depois, ainda é responsável”, afirmou.

O contrato da Yat Yuen não prevê qualquer responsabilidade ou penalizações caso a empresa desista dos galgos. O Governo pode apenas actuar ao abrigo da lei de protecção dos animais, multando a concessionária.

Na terça-feira, o IACM esteve no Canídromo e diz que os cães estão a ser bem tratados, sem sinais de abandono.
A empresa mostrou já interesse em exportar os cães para Hainão, mas do lado do Governo não há novidades.

O Canídromo emprega ainda 129 trabalhadores que tratam dos galgos.

Também desde 2016, que o Executivo diz que a empresa é responsável pelo pagamento das indemnizações e compensações pelo termo dos contratos de trabalho.
Alguns casos estão já a ser acompanhados pelos Serviços para os Assuntos Laborais, que não participaram na conferência de imprensa desta tarde.

Sónia Nunes