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Mais 54 pedidos de exclusão de casinos desde Janeiro
Segunda, 16/07/2018
Os pedidos de exclusão no acesso aos casinos subiram na primeira metade do ano. De acordo com a Direcção de Inspecção e Coordenação de Jogos, de Janeiro a Junho foram recebidos 233 pedidos, mais 54 em termos anuais no mesmo período.

De acordo com a Agência Lusa, a Inspecção de Jogos diz que 200 pedidos foram de auto-exclusão, o que perfaz 85,8 por cento. Os restantes 33, que totalizam 14,2 por cento, foram submetidos por terceiros, que têm de ser pessoas próximas do sujeito em questão (cônjuge, filho ou progenitor, por exemplo).

No ano passado foram registados 376 pedidos de exclusão aos casinos, contra 351 em 2016.

A lei que entrou em vigor em Novembro de 2012 permite à Inspecção de Jogos interditar a entrada em todos os casinos, ou apenas em alguns, às pessoas que o solicitem ou que confirmem requerimento apresentado para o efeito através de pessoas próximas. A interdição pode ter um prazo máximo de dois anos.

A lei prevê também sanções administrativas para quem violar as regras. As multas variam entre as mil e dez mil patacas. É ainda imposto um "dever de fiscalização" às concessionárias de jogo. Quem falhar pode ter de pagar coimas entre as dez mil e as 500 mil patacas.

Na passada semana, a Assembleia Legislativa aprovou na generalidade uma proposta de lei que proíbe todos os funcionários dos casinos de entrarem nos espaços de jogo. Durante o debate, o secretário para a Economia e Finanças, Lionel Leong, disse que os trabalhadores do sector dos casinos constituem a maior percentagem entre os indivíduos registados nos últimos anos como proibidos de pisar um estabelecimento de jogo.

De acordo com dados do Governo, cerca de 56 mil pessoas em Macau desempenham funções, directa ou indirectamente, no sector do jogo.

João Picanço