Em destaque

18 de Abril de 2019: às 12h30, o BNU negociava 1 euro por 9,1616 patacas e 1,1296 dólares norte-americanos.

 

Albano Martins sobre os galgos: "Nem devia haver quarentena"
Terça, 10/07/2018
“Podia nem haver quarentena”, é o que diz o presidente da Sociedade Protectora dos Animais sobre a o acordo encontrado pelas autoridades de Macau e Hong Kong, para um regime especial de importação dos galgos do canídromo.

No entendimento é sugerido que os animais que forem adoptados por residentes de Hong Kong tenham pela frente um período de quarentena reduzido, podendo ficar com os novos donos no último mês do referido período. A regra diz que a quarentena é de 120 dias.

A medida é encarada como uma espécie de “mal menor” por parte de Albano Martins, presidente da Anima – Sociedade Protectora dos Animais.

Albano Martins acrescenta que a decisão prende-se com o facto de Hong Kong não ter condições para acolher tantos galgos. Em declarações à TDM - Rádio Macau, o responsável pela Anima diz que o território vizinho só tem capacidade para cerca de “40 animais” em regime de quarentena.

O presidente da Anima acredita mesmo que quarentena é algo do passado e já nem devia ser obrigatória, à semelhança do que acontece em outros países: “Os indivíduos de Hong Kong são extraordinariamente burocráticos a este nível. Acho que não cresceram muito em relação a este tipo de procedimentos. É melhor que nada, mas o ideal era não haver quarentena”, começou por dizer Albano Martins.

Albano Martins diz também que estas exigências em “outros países do mundo já não existem estas grandes quarentenas, quando os animais saem de zonas onde são cumpridas as regras europeias, que são, digamos, as mais exigentes.
Para um animal ir para os Estados Unidos da América, por exemplo, nem é preciso qualquer análise ao sangue. É apenas necessário que o animal tenha uma ficha médica que diga que tem as vacinas todas em ordem. Em Hong Kong exagera-se”.

Albano Martins alerta que esta quarentena reduzida é apenas válida até 31 de Agosto. Depois disso, regressa a necessidade de quatro meses. “Algo desnecessário”, diz o presidente da Anima.

João Picanço