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Funcionário de escola suspeito de contrafacção de moeda
Quinta, 05/07/2018
Um funcionário da Escola Luso-Chinesa Técnico- Profissional, na Areia Preta, é suspeito de ter produzido notas falsas utilizando equipamentos da escola e foi hoje entregue ao Ministério Público.

O homem foi ouvido esta manhã pela Polícia Judiciária (PJ). As autoridades foram à escola recolher provas. O caso está em investigação.

Esta manhã em conferência de imprensa na Direcção para os Serviços de Educação e Juventude (DSEJ), o director da escola profissional, Chan Ieng Lon, disse que o suspeito é assistente de ensino e trabalha na escola desde 2014, onde é responsável pela manutenção das instalações informáticas.

De acordo com o canal chinês da Rádio Macau, trata-se de um homem de 28 anos. As autoridades descobriram várias notas falsas de 500 patacas, incluindo algumas ainda inacabadas, no valor de pelo menos 300.000 patacas.

A PJ estima que este caso esteja relacionado com outros quatro casos de notas falsas detectados em Setembro e Outubro do ano passado.

O homem foi detido depois de a PJ ter recebido uma queixa de um casino no Cotai de que uma prostituta utilizou duas notas falsas de 500 patacas. Após a investigação, a PJ concluiu que as notas foram dadas à mulher pelo suspeito como pagamento por serviços sexuais.

De acordo com o director da DSEJ, Lou Pak Sang, o funcionário da escola imprimia as notas numa impressora a cores da biblioteca.

A DSEJ foi notificada do caso na terça-feira e instaurou um processo disciplinar ao funcionário da escola, e vai hoje pedir a respectiva suspensão ao secretário para os Assuntos Sociais e Cultura, Alexis Tam.

“Ontem já fechámos todas as contas electrónicas do funcionário que lhe permitiam aceder à escola, incluindo o cartão de acesso e também impedir que tenha contacto com mais equipamentos da escola. E ainda hoje vamos apresentar uma proposta ao superior hierárquico para aplicar esta medida de suspensão. Vamos tentar impedir que ele tenha hipótese de fazer algo mais”, disse Lou Pak Sang.

O secretário para os Assuntos Sociais e Cultura reagiu ao caso após tomar conhecimento do mesmo pelo director da DSEJ.

“Eu só soube [do caso] agora. O Director da DSEJ contou-me há bocado. Só queria salientar: nós, Governo de Macau, temos um padrão elevado em relação aos nossos funcionários públicos, e todos os funcionários públicos têm de seguir a legislação em vigor e todos têm de ser prudentes. Não podemos deixar nenhum funcionário que fez alguma coisa contra a lei”, afirmou.

Fátima Valente com Joaquina Ng

(Notícia actualizada às 16 horas)