Em destaque

18 de Abril de 2019: às 12h30, o BNU negociava 1 euro por 9,1616 patacas e 1,1296 dólares norte-americanos.

 

Manuel Monge: "Armas? Não usávamos. Era preciso calma"
Quarta, 04/07/2018
Onze anos depois, Manuel Monge voltou a Macau. O general lembrou os tempos conturbados dos últimos três anos e meio em Macau, quando desempenhou a função de secretário para a Segurança, na administração de Rocha Vieira.

“Nessa altura, eu, apesar de ser o responsável pela segurança, nunca tive os meus próprios agentes de segurança para me proteger. Armas? Não usávamos, até porque era importante passar uma imagem de tranquilidade à população. Lembro-me que a dado momento, os jornalistas ficaram estupefactos com uma declaração minha, quando disse que a luta não era com a população, mas sim com as tríades. Disse que era um problema que íamos resolver, como resolvemos. Até a própria China deu-nos uma ajuda, pois perceberam que era preciso. Era importante que a cerimónia de transição corresse bem, como correu. Para isso, precisávamos de calma”, disse Manuel Monge.

Também de visita a Macau para os 30 anos da Escola Superior das Forças de Segurança esteve o primeiro director da instituição. Armando Aparício lembrou os tempos passados no território durante a administração portuguesa.

O antigo dirigente sublinhou a importância da escola na garantia da segurança de Macau nos últimos tempos antes da transição: “Muitos dos nossos primeiros alunos desempenham hoje funções importantes na administração de Macau”.

João Picanço