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Ramos Horta quer influenciar legislativas, diz Rui Flores
Sábado, 24/03/2012

O actual presidente de Timor-Leste perdeu as eleições presidenciais, mas pretende condicionar a escolha do futuro primeiro-ministro, disse no “Rádio Macau Entrevista”, o docente universitário, Rui Flores. “Ramos Horta, que saiu deste processo como um derrotado, um dia depois de ter reconhecido a derrota, percebeu que tinha uma hipótese de voltar à tona da água. Anunciou o entendimento com Fernando Lá Sama de Araújo para condicionar a escolha do primeiro-ministro. Os dois derrotados da primeira volta das presidenciais querem influenciar a escolha de quem vai governar o país”, afirmou Rui Flores na entrevista semanal da Rádio Macau.

 

Especialista em relações internacionais e com grande conhecimento de Timor-Leste, onde trabalhou vários anos, Rui Flores admite que a Fretilin e Ramos Horta podem entender-se, tendo em vista as legislativas de Junho, apesar das divergências existentes entre o actual presidente da República e o líder da Fretilin. “Têm divergências de longa data, mas sempre conviveram e sempre souberam estar juntos em momentos importantes. Ramos Horta foi ministro dos Negócios Estrangeiros do Governo liderado por Mário Alkatiri”, recordou.

 

Rui Flores reconhece que o acordo estabelecido depois da primeira volta por Ramos Horta e o líder do Partido Democrático, Fernando Lá Sama de Araújo, tem como principal objectivo evitar que Xanana Gusmão volte a liderar o Governo. “Há uma convergência de interesses por parte de Ramos Horta, que há cinco anos contou com o apoio de Xanana Gusmão e agora não, de Fernando Lá Sama de Araújo, por razões políticas,  em face da evolução da coligação entre o Partido Democrático e Xanana Gusmão, e da Fretilin que quer voltar ao poder. Todos podem estar unidos para evitar que Xanana Gusmão regresse ao cargo de primeiro-ministro”, frisa Rui Flores.