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Ella Lei pede mais trabalho para protecção ambiental
Segunda, 02/07/2018
A deputada Ella Lei pediu mais celeridade no trabalho legislativo sobre a protecção ambiental e na melhoria das infraestruturas, incluindo “a optimização dos equipamentos existentes e novas instalações básicas para o tratamento das águas residuais e resíduos sólidos”.

A deputada eleita pela ala dos Operários recordou, numa intervenção antes da ordem do dia na assembleia Legislativa que a capacidade na Estação de Tratamento de Águas Residuais (ETAR) na península de Macau “foi ultrapassada há anos” e que, em resultado disso, “os resíduos sólidos e oleosos têm ultrapassado a média diária”.

“Nestes últimos anos, isto também acontece na Estação de Tratamento de Águas Residuais de Coloane. Segundo os dados estatísticos de 2016, a quantidade das águas residuais que tem de ser tratada anualmente pelas cinco ETAR sobe 19% ao ano, portanto a pressão sobre as instalações de tratamento é grande, mas não há ainda um plano para elevar essa sua capacidade ou para construir uma nova. As áreas marítimas costeiras estão poluídas”, sublinhou.

Ella Lei apontou ainda que os resíduos domésticos e industriais aumentaram 5% e 11 %, respectivamente, em 2016, em relação ao ano anterior, e que nesse ano a central de incineração tratou mais de 500 mil toneladas de resíduos sólidos, correspondendo a mais 1,7% em relação ao ano anterior. Por outro lado, adiantou que sem instalações e legislação vai ser complicado reduzir os resíduos.

Na opinião da deputada, o desenvolvimento social é o responsável pelos vários problemas da protecção ambiental na cidade.

“Tem aumentado a pressão sobre o tratamento de resíduos sólidos, os aterros sanitários já estão a rebentar, e já foi ultrapassada a capacidade para o tratamento de águas residuais. Além da definição de planos de longo prazo, é também necessário trabalhar para resolver estes problemas. Todos os anos os relatórios de acção governativa referem projectos de protecção ambiental, mas muitos ainda não passaram do “papel” e dos “estudos”, e a população está desiludida por não haver uma calendarização para a sua implementação”, acrescentou.

Ella Lei afirmou também que é preciso reforçar a cooperação com as autoridades do interior da China, para melhorar e promover a protecção ambiental.

Fátima Valente