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Centenas de residentes em manifestação contra crematório
Domingo, 01/07/2018
A Associação Novo Macau fala em 1000 manifestantes, enquanto o Corpo de Polícia de Segurança Pública (CPSP) diz que foram 480. A manifestação foi para a rua mesmo depois de o Instituto para os Assuntos Cívicos e Municipais (IACM) ter decidido esta semana a suspensão do projecto de crematório no cemitério de Sa Kong, na Taipa.

Apesar do recuo do Governo, Sulu Sou, vice-presidente da Novo Macau, defende que “a população não pode confiar” no Executivo, porque, segundo argumentou, a ideia de construir o crematório no cemitério de Sa Kong já tinha sido discutida e abandonada no final dos anos noventa, e o Governo voltou à carga 20 anos depois.

Sulu Sou está também preocupado com a intenção do IACM de avançar com a revisão da legislação actual, de forma a permitir construir crematórios fora dos cemitérios. Actualmente é proibido por lei, mas o IACM defende essa possibilidade.

O activista e deputado defende que há outras formas de lidar com os mortos sem ser através de cremação, e diz que já entrou em contacto com uma empresa na Suíça para discutir uma técnica designada por “Promession” [termo que vem da palavra em italiano promessa].

De acordo com este método, desenvolvido na Europa e considerado amigo do ambiente, o cadáver é sepultado e os restos humanos passam por um processo de liofilização, entrando em decomposição por congelamento.

Já o deputado Pereira Coutinho, que também apoiou o protesto, reiterou que as pessoas saíram à rua para expressar o descontentamento com a forma como o Governo conduziu o processo junto da população. Pereira Coutinho diz que o Governo não pode continuar a tomar medidas sem ouvir primeiro os residentes.

Fátima Valente