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Centro histórico: Corredores visuais é o que mais preocupa
Sábado, 30/06/2018
O ‘Plano de Salvaguarda e Gestão do Centro Histórico de Macau’ mereceu mais opiniões favoráveis do que desfavoráveis, de acordo com o relatório final sobre a consulta pública que decorreu entre 20 de Janeiro e 20 de Março, e na qual o tópico que suscitou mais comentários foi a criação de corredores visuais.

Segundo o documento divulgado hoje, a proposta de criação de “corredores visuais" foi alvo de mais de 50 por cento total das opiniões recolhidas na consulta pública.

A maior parte das sugestões foi no sentido de acrescentar um corredor visual desde a Colina da Penha até à Ponte do Governador Nobre de Carvalho, bem como desde a Colina da Penha até à Área B dos Novos Aterros Urbanos”, e ainda “definir a altura máxima dos edifícios dentro do corredor visual”.

Nesta que foi a segunda fase da consulta pública sobre o plano que o Governo tem que submeter à UNESCO até ao final deste ano, foram recolhidas um total de 1790 opiniões, que podem ser organizadas em 2050 tópicos.

A recolha inclui também opiniões manifestadas nos media e em fóruns na internet.

Segundo o relatório elaborado pelo Instituto Cultural, as opiniões obtidas através dos órgãos de comunicação social e submetidas por iniciativa da sociedade são mais positivas, enquanto as opiniões obtidas via internet são mais negativas.

No geral, sobre as 88 medidas de gestão, as opiniões desfavoráveis “donsideram que o conteúdo não é suficiente”, enquanto as opiniões favoráveis “acham que o conteúdo é detalhado, específico e rico” e “responde à discussão da sociedade”.

Em concreto sobre os corredores visuais, “o foco principal desta consulta pública”, a maioria das opiniões desfavoráveis considera que não existem requisitos detalhados para a protecção dos corredores visuais no texto, enquanto a maioria das opiniões favoráveis espera que seja estabelecido um limite das cérceas dos edifícios no interior dos corredores visuais.

Em termos globais, 44,3 por cento das opiniões foi favorável ao plano e 17,4 por cento desfavorável.
O plano foi exigido pela UNESCO em 2013 e deveria ter sido entregue em 2015.

Hugo Pinto