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Sulu Sou desiste do caso que levou à suspensão da AL
Quarta, 27/06/2018
Sulu Sou vai aceitar a condenação por manifestação ilegal para poder retomar as funções de deputado. Num comunicado divulgado ao final desta tarde, o democrata anunciou que vai desistir do recurso que apresentou ontem (último dia do prazo) no Tribunal Judicial de Base. Com esta decisão, o democrata consegue antecipar o regresso à Assembleia Legislativa uma vez que o caso fica encerrado.

Sulu Sou volta a explicar que avançou com o recurso à cautela, caso o Ministério Público recorresse e abrisse espaço a um eventual agravamento da sentença – o que não aconteceu. Apesar de, nas alegações finais, ter pedido pena de prisão para o deputado, o Ministério Público aceitou a sentença do TJB que, a 29 de Maio, condenou o democrata a uma pena de multa de 120 dias por um crime de manifestação ilegal.

No comunicado em que anuncia a desistência do recurso, Sulu Sou diz que vai pagar a multa de 40.800 patacas e cumprir a sentença. “É um esforço no sentido de levantar a minha suspensão e assim conseguir desempenhar os meus deveres de lutar pela justiça e pelo interesse público tal como pediram as pessoas de Macau”, pode ler-se.

O democrata, eleito em Setembro com cerca de 9 mil votos, está suspenso da Assembleia Legislativa desde Dezembro por causa deste processo.

O caso envolve mais um arguido, Scott Chiang, ex-presidente da Associação Novo Macau, também condenado ao pagamento de uma multa. Ao contrário de Sulu Sou, o activista pretende manter o recurso: a defesa prepara-se para pedir ao tribunal a separação do processo.

“Estão em causa questões fundamentais sobre o exercício do direito fundamental de manifestação e reunião pacífica. Queremos que estas questões sejam esclarecidas” pelo Tribunal de Segunda Instância, justifica Sulu Sou.

No mesmo comunicado, o deputado afirma ainda que tomou uma “decisão difícil” entre retomar o cargo e recorrer da condenação. “(...) Não posso ter tudo. Em qualquer dos casos, iria sempre desiludir alguém”, afirma Sulu Sou, que pede “desculpa” aos que esperavam que o democrata contestasse o crime de manifestação ilegal.

Apesar de desistir do recurso, Sulu Sou volta a defender é inocente.

Além deste caso, Sulu Sou estava, em Maio, a ser investigado em mais quatro processos crime - desconhece-se em que fase estão estes casos.

Já Scott Chiang, também envolvido em mais processos, tem julgamento marcado para Setembro. O activista é acusado dos crimes de dano e introdução em lugar vedado ao público por ter colocado uma faixa no antigo Hotel Estoril.

Sónia Nunes