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Magnata defende distribuição de riqueza para saída da crise
Sexta, 23/03/2012

Shih Wing-ching, um dos homens mais ricos de Hong Kong, esteve hoje em Macau para defender uma distribuição mais justa da riqueza. O fundador da Centaline, a maior empresa do sector imobiliário em Hong Kong e na China, foi o convidado da Universidade de Macau para uma palestra sobre as origens e o desenvolvimento da crise financeira global.

 

Em declarações à Rádio Macau, Shih Wing-ching argumentou que a distribuição mais equitativa da riqueza é o caminho para sair da crise global, um problema que o empresário e filantropo considera ter sido criado pelas desigualdades.

 

Shih entende que o sistema de salários vigente deixa os trabalhadores de fora da partilha dos lucros para os quais contribuem: “Mesmo que os trabalhadores dêem uma grande contribuição para a criação de riqueza, não têm hipótese de partilhar dos lucros devido à desigual distribuição.”

 

Mudar é preciso, defende o empresário, admitindo que “não é fácil pedir a quem tem o capital para dar parte dos lucros, porque acham que esse dinheiro lhes pertence.”

 

Todavia, Shi Wing Ching acredita que as mudanças podem acontecer, seja através da imposição de legislação que obriga a uma partilha mais igual dos lucros, seja através da prática que cada empresa decida adoptar.

 

Esta é a via que parece mais fácil e foi a que Shih Wing-ching adoptou na Centaline, onde um terço dos lucros vai para os accionistas, outro terço para os trabalhadores e o resto é investido em novos projectos.

 

O empresário entende que mais dinheiro no bolso dos trabalhadores significa mais dinheiro na economia real, o que acaba por ser bom para todos. Parece simples, mas esta não é ainda uma prática comum: “Não estou à espera de reformas das políticas, porque sei que não é fácil. O que procuro demonstrar é que a minha forma de distribuir a riqueza pode gerar mais competitividade. Se a nossa empresa fizer melhor do que as outras, então vamos ser líderes do mercado e as outras empresa vão conhecer o nosso sistema que vai acabar por ser seguido”.