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Não contar com a concorrência é ser “naive” - Grant Bowie
Sexta, 22/06/2018
O director executivo da MGM China, Grant Bowie, diz não estar preocupado com a possibilidade de haver jogo em Hainão.

Uma notícia avançada esta semana pela Bloomberg dava conta de que pelo menos cinco resorts chineses estavam a preparar terreno para implementar “bares de entretenimento”. De acordo com a Bloomberg, a ideia é o cliente aposta dinheiror em jogos e, no caso de ganhar, receber pontos que pode trocar em lojas.

Em declarações à margem do 47.º congresso do Skal, Grant Bowie disse que quem está nos negócios não pode pensar que não vai ter competição. “Isso é ser naive”, comentou.
“Penso que na China ainda vai demorar algum tempo até vermos isso sob qualquer forma. Também trabalhámos sempre sob o princípio de que o governo central vê Macau como um destino de jogo e isso é algo positivo para nós”, afirmou.

“Mas mais importante do que isso, precisamos de estar preparados para a competição onde ela possa surgir. Não vejo isso como negativo para Macau, vejo como uma oportunidade”, salientou.

O director executivo da MGM China disse ainda ver a possibilidade de haver casinos no Japão como algo “positivo para Macau”.

Essa é uma possibilidade que está cada vez mais perto. Isto porque com a decisão de prolongar a actual sessão legislativa, o Japão pode ainda votar a lei para permitir resorts integrados no território nipónico.

“Temos massa crítica, temos o centro de excelência, temos uma vantagem de 15 ou 20 anos em relação ao Japão, e somos entidades proactivas independentemente de estarmos a operar em Macau ou no Japão. Todos entendemos que Macau é o centro de excelência no que diz respeito aos resorts integrados”, disse Grant Bowie.

O director executivo da MGM China comentou ainda uma notícia sobre a operadora de jogo concorrente Galaxy Entertainment. O South China Morning Post escreveu que a Galaxy contratou uma empresa de Hong Kong para detectar comentários negativos dos funcionários sobre a operadora no Facebook.

“A minha observação é que vivemos num ambiente de liberdade de expressão. Temos de aceitar isso, temos de ser mais proactivos e temos de comunicar melhor. (...) Os governos, comunidades e empresas precisam de estabelecer princípios e papéis, tal como fizemos com outras formas de comunicação. Com todas as grandes oportunidades vêm grandes riscos e é preciso gerir todos esses riscos”, afirmou.

Fátima Valente