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Albano Martins: “Governo está a mostrar que é muito fraco”
Quarta, 20/06/2018
A Anima - Sociedade Protectora dos Animais entrega amanhã ao Instituto para os Assuntos Civicos e Municipais (IACM) 650 pedidos de adopção de galgos. Falta cerca de um mês para terminar o prazo para a Companhia Yat Yuen deixar as instalações do Canídromo e não há ainda solução para os mais de 600 galgos.

“Acho que estas pessoas têm muito poder e o Governo está a mostrar que é muito fraco em relação a este tipo de pessoas. Basta olhar para a decisão do Jockey Club. A decisão não tem sentido, nem económico”, afirmou Albano Martins esta tarde aos jornalistas.

A Anima entende que o processo para a adopção de todos os galgos leva um ano, devido a todos os procedimentos. Há por isso, segundo Albano Martins, três possibilidades: “A Anima toma conta, ou toma conta o Canídromo ou toma conta o Governo. Em qualquer dos casos vai levar um ano e nós facilitamos este network para auxiliar a maior parte dos animais. Na nossa opinião, a maior parte, só pode ser adoptado fora de Macau. A prioridade é Macau, depois Hong Kong”.

Dos 650 pedidos de adopção que vão ser entregues ao IACM, 22 são de Macau e mais de 50 de Hong Kong.

A associação tem três parceiros que se mostram disponíveis para ajudar nas adopções na Europa, Estados Unidos e Austrália. São associações que, segundo Albano Martins, têm experiência na adopção.

A Anima espera ainda poder ser recebida de novo pelo Gabinete de Ligação do Governo Central para abordar esta questão. A intenção é impedir que os animais sejam levados para a China. “Praticamente, esgotámos todas as tentativas com a secretaria da Economia e Finanças que nunca nos respondeu. Neste momento não temos muitas opções. Claro que mandamos sempre para o Chefe do Executivo e nunca sabemos o que é que o Chefe do Executivo pensa sobre isso”, acrescenta.

A Anima divulgou hoje ainda uma carta que enviou ao secretário para a Economia e Finanças esta semana, em que relembra o facto de Lionel Leong nunca ter respondido à associação.

A Anima alerta que “não é difícil perceber que [os galgos] vão ser todos enviados para o continente chinês para serem aí usados nas pistas provadas de corridas, onde o jogo ilícito, em violações das leis da própria China se tem vindo a proliferar ou, continuarão em trânsito para o Vietname, Paquistão, Indonésia, etc, sítios onde vão alimentar o mesmo jogo ilícito, para finalmente terminarem numa mesa de refeições”, lê-se na carta.

Marta Melo