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CPU cansado de “lengalengas” do Governo sobre novos aterros
Quarta, 13/06/2018
Elementos do Conselho do Planeamento Urbanístico (CPU) deixaram esta tarde duras críticas ao Governo pela falta de informação sobre o planeamento para a zona A dos Novos Aterros.

Na reunião estiveram em discussão projectos para mais sete lotes onde vai ser construída habitação pública. Paulo Tse, presidente da Associação de Construtores Civis, defendeu que não faz sentido analisar estes projectos sem conhecer o planeamento global para a zona A dos novos aterros.

“Não sabemos quais são as infra-estruturas públicas e quais são os equipamentos sociais. Eu não sei onde é que vai ficar o mercado, quantas escolas vai haver, como é que será a distribuição dos equipamentos sociais. Não vale a pena andar a ouvir sempre as mesmas lengalengas das Obras Públicas”, afirmou Paulo Tse, críticas que foram subscritas por vários elementos do CPU.

O arquitecto Rui Leão não escondeu a estranheza em relação a todo o processo da zona A dos novos aterros, pelo facto de não haver nenhum elemento gráfico tridimensional que mostre os projectos no seu conjunto.

“É muito estranho não se mostrar em lado nenhum o perfil das ruas porque, se o Governo e as Obras Públicas não mudarem de atitude, então nós só vamos ver exactamente o que é este plano quando já tiver construído”, declarou.

Face à falta de informação prestada pelo Governo, Paulo Tse questionou mesmo o funcionamento do Conselho de Planeamento Urbanístico.

“Só tenho andado a ouvir slogans do Governo, não tenho nada de concreto a que me agarrar para fazer a análise. Nós já errámos muitas vezes no passado, não queremos continuar a cometer esses erros”, apontou.

Grande parte da zona A dos novos aterros vai ser preenchida por habitação pública. O Governo prevê que possa acolher 100 mil novos habitantes.

André Jegundo