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Tufões: Agnes Lam critica atrasos nas obras contra cheias
Quarta, 06/06/2018
Ao contrário do que alega o Governo, Agnes Lam diz que Macau ainda não está preparado para enfrentar a época de tufões.

Esta tarde, numa intervenção antes da ordem do dia, na Assembleia Legislativa, a deputada criticou os atrasos nas obras para prevenção de cheias no Porto Interior. “A construção das infra-estruturas de prevenção, as diversas obras ainda estão na fase de planeamento. A construção das comportas no Porto Interior só vai arrancar em 2019 (...). E as obras de dimensão mais pequena, como muretes de protecção contra inundações, estações elevatórias de águas pluviais e esgotos com caixas de seccionamento das águas pluviais, vão demorar dois a três anos. Quanto à instalação de elevadores para mercadorias para as lojas do Porto Interior, que é o projecto mais simples, até ao momento, são apenas três os pedidos autorizados”, indicou.

Agnes Lam defendeu ainda que o Governo deve apresentar orientações claras de resposta a calamidades, para diferentes zonas de cidade, dando a conehcer planos de evacuação e locais de abrigo para cada área.

Do lado dos Operários, a chegada da época tufões motivou uma intervenção de Leong Sun Iok sobre segurança no trabalho. “Muitos trabalhadores enfrentam perigos nas deslocações entre a residência e o local de trabalho, especialmente os que têm de passar as pontes entre Macau e a Taipa”, disse.

Para o deputado, as orientações da Direcção dos Serviços para os Assuntos Laborais não chegam: “Não têm força vinculativa, são utilizadas há vários anos e não foram alvo de qualquer actualização. Exorta-se o Governo a aperfeiçoar e a alterar, o mais cedo possível, essas orientações, no sentido de definir regulamentos claros sobre as deslocações entre a residência e o local de trabalho em situações de mau tempo, para que asempresas que não podem suspender as suas actividades tenham algo para cumprir”.

Em 2017, segundos dados oficiais, houve 31 trabalhadores que sofreram acidentes de trabalho no trajecto entre a residência e o local de trabalho, durante o sinal 8 de tempestade tropical.

Sónia Nunes