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Arrancou consulta pública sobre ensino técnico-profissional
Quarta, 06/06/2018
Até dia 15 de Julho decorre uma consulta pública sobre o Regime do Ensino Técnico-Profissional do Ensino Não Superior. São seis os pontos que constam do documento.

O regime em vigor tem mais de 20 anos e a sociedade sofreu mudanças, sendo por isso necessário tomar medidas para responder às novas necessidades.

Segundo o chefe substituto do departamento de estudos e recursos educativos dos Serviços de Educação, há nove escolas que abriram 36 cursos desta via de ensino, com 1300 os alunos a frequentar este ensino.

Vong Iat Hong notou que, quer os pais, quer a sociedade, “têm pouco conhecimento do ensino técnico-profissional”. “Alguns pais ou encarregados de educação têm um pensamento negativo sobre o ensino técnico-profissional. Acham só aqueles que não têm boas notas é que vão seguir os estudos no ensino técnico-profissional”, acrescentou Vong Iat Hong, no final da reunião plenária do Conselho de Educação para o Ensino Não Superior.

O documento em consulta pública aborda ainda aspectos como o estabelecimento de um mecanismo de articulação com o ensino superior, de modo a que os graduados do ensino técnico-profissional possam prosseguir os estudos superiores. Segundo os dados apresentados, 90 por cento dos alunos desta via de ensino prosseguiram os estudos. Apenas dois por cento desistiram de estudar.

“Achamos que o ensino técnico-profissional não é só garantia que o aluno tenha certos conhecimentos profissionais. Gostaríamos que o aluno possa prosseguir os seus estudos e ter uma melhor ligação com o ensino superior”, adiantou.

Quanto aos currículos, na proposta são dadas três áreas. Uma está mais ligada a cultura geral, incluindo estudos de línguas, matemática, educação moral e cívica e tecnologias. Há outra mais técnica e ligada a cada área profissional. Está ainda previsto um estágio.

“O regime actual não estipula se há ou não subsídio de estágio. Quanto a este subsídio, temos uma posição aberta, porque este subsídio pode incentivar os estudantes a realizarem o estágio”, afirmou Vong Iat Hong.

Marta Melo