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Fundo de Pensões: Arte japonesa vale mais do que imóvel
Terça, 05/06/2018
Um dos activos mais valiosos do Fundo de Pensões é uma colecção de arte japonesa adquirida no final da década de oitenta pela Administração portuguesa.

As 84 gravuras em causa remontam ao século XVIII e XIX. A colecção vale mais do que um imóvel do Fundo de Pensões na Avenida 5 de Outubro: a sede da Delegação Económica e Comercial de Macau em Lisboa.

O imóvel está avaliado em 9,6 milhões de patacas, enquanto as obras japonesas surgem inscritas com o valor de 13,68 milhões de patacas num relatório de 2017 submetido pelo Governo à Comissão de Acompanhamento para os Assuntos de Finanças Públicas da Assembleia Legislativa (AL).

É uma diferença de cerca de quatro milhões de patacas. De acordo com Mak Soi Kun, presidente daquela Comissão, tanto as obras de arte como o edifício no coração de Lisboa deverão ser reavaliadas ao abrigo da luz da nova lei de enquadramento orçamental, de forma a traduzirem o valor de mercado actual.

Os valores destes dois activos do Fundo de Pensões foram as únicas certezas dos deputados após a reunião de hoje com o Governo. Ou seja, os deputados desconheciam de que obra ou obras se tratava, quem eram os respectivos autores ou onde estavam guardadas em Macau.

Horas mais tarde, fonte do Fundo de Pensões forneceu informações sobre a colecção e esclareceu à TDM – Rádio Macau que todas as obras estão guardadas nos cofres do Banco Nacional Ultramarino (BNU), em Macau.

Fátima Valente