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Comércio de Serviços estreita relações China-Lusofonia
Sexta, 01/06/2018
A China vai ser líder mundial do sector dos serviços e o Brasil quer estreitar as relações nesta área. É o que diz o consultor internacional da Confederação Nacional de Serviços do Brasil.

De visita a Macau para participar no Seminário sobre o Comércio de Serviços entre a China e os Países de Língua Portuguesa, Dácio Pretoni lembra que a China é o maior parceiro comercial dos brasileiros. O consultor aponta os serviços de tecnologia como a área de maior investimento.

“Precisamos cada vez mais de investimentos internacionais. E há muito para ser feito em território brasileiro. Porém, o Brasil, na área dos serviços, principalmente no sector da tecnologia, tem muito a exportar. E a China é importadora desses serviços. Esta relação bilateral é muito favorável e nisso existem iniciativas de ambos os países, inclusive, através de Macau, para que incubadoras e fundos de investimento venham a promover startups, para que soluções brasileiras entrem no mercado chinês e vice-versa”, declarou Dácio Pretoni.

Antes da passagem por Macau, o governo brasileiro marcou presença em Pequim com uma delegação para participar na feira internacional do comércio de serviços. A encabeçar a comitiva esteve o vice ministro do comércio de serviços do Brasil, que quer aproveitar a visita a Macau para aprofundar conhecimento e saber quais as oportunidades que existem no território. E há três áreas principais que o Brasil quer explorar.

“Falamos da capacitação mútua entre os países, a parte de troca de investimentos e, por último, a divulgação da lusofonia. Há renovado interesse do governo brasileiro de intensificar estas relações comerciais e de utilizar Macau, também por toda a questão cultural e da língua”, garantiu o vice ministro brasileiro Douglas Finardi Ferreira.

O Fórum para a Cooperação Económica e Comercial entre a China e os Países de Língua Portuguesa é apreciado pelos representantes brasileiros.

Douglas Finardi Ferreira recusa a ideia de “apenas recentemente o país ter uma participação mais activa” no Fórum. Porém, os governantes mostraram desconhecimento sobre a existência do Fundo de Cooperação para os Países de Língua Portuguesa, como disse a vice ministra substituta, Renata Carvalho: “Existe um fundo bilateral específico entre Brasil e China para investimento. Não sabemos da existência desse fundo aqui em Macau, mas talvez até pela existência do nosso fundo bilateral, este tenha sido mais explorado por nós do que o de Macau”.

O Fundo de Cooperação confirmou já no ano passado o apoio de 20 milhões de dólares americanos a um projecto de energia solar no Brasil.

João Picanço