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Amamentação: Associação regista “muitas melhorias” em Macau
Sexta, 01/06/2018
Em Macau, houve “muitas melhorias” no que diz respeito à amamentação nos últimos anos, avalia a presidente da Associação de Amamentação de Macau, Yolanda Leong, em declarações à TDM – Rádio Macau.

Apesar de notar que ainda há um caminho a percorrer, Yolanda Leong descreve uma evolução no que toca à atitude geral relativamente à amamentação.

É uma questão de mentalidade, aponta Leong, que foi acompanhada por medidas: “a situação está muito melhor. Temos mais salas de amamentação e as pessoas estão mais conscientes das vantagens e do direito de as mulheres amamentarem”.

Em 2003, quando o Governo começou a realizar campanhas para promover o leite materno, a percentagem de bebés amamentados era de 55 por cento. De acordo com os Serviços de Saúde, em 2015, essa taxa subiu para os 88 por cento. Ainda nesse ano, só em 11 por cento dos casos a amamentação foi exclusiva, pelo menos, até aos quatro meses.

Os dados mais recentes, revelou Yolanda Leong à TDM – Rádio Macau, mostram uma melhoria: “actualmente, a taxa de amamentação inicial em Macau é muito elevada, mais de 95 por cento. Mas ao fim de 4 meses, essa taxa baixa drasticamente para cerca de 20 por cento”.

Esta queda, defende a presidente da Associação de Amamentação, resolve-se com mais tempo de licença de maternidade: “de acordo com a Organização Mundial de Saúde, os bebés devem amamentar em exclusivo nos primeiros seis meses. Como presidente da Associação de Amamentação, vou concordar sempre com uma licença de maternidade mais longa, porque isso garante uma amamentação contínua, de certeza”.

Na proposta de alteração à lei laboral, o Governo avança com mais 14 dias de licença de maternidade, não remunerados, a juntar aos actuais 56 dias, remunerados. O assunto recolheu concordância generalizada numa consulta pública recente.

Hugo Pinto