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David Chow interessado em licença de jogo e parceria com SJM
Quarta, 30/05/2018
O grupo Macau Legend Development quer obter uma licença de jogo, mas também pretende manter uma relação próxima com a Sociedade de Jogos de Macau (SJM), afirmou o empresário e co-presidente David Chow.

O grupo de David Chow gere três casinos sob a licença da SJM.

“Temos um contrato com a SJM. (...) Claro que enquanto empresa pública individual vamos tentar ter uma lincença de jogo própria. Mas se não a tivermos, vamos na mesma continuar o contrato [com a SJM]”, explicou, à margem da reunião anual da assembleia geral da Macau Legend.

“Não depende de mim. Eu posso juntar- me à SJM, mas depende se a SJM se quer juntar a mim”, acrescentou.

A Macau Legend vendeu o Landmark no final de Abril, mas o casino daquele espaço mantém-se sob a gestão de David Chow. Segundo o empresário, o dinheiro da venda vai ser usado para investir no desenvolvimento da Doca dos Pescadores, para onde está prevista a expansão da marina para barcos de recreio, um centro de convenções.

O plano de expansão também inclui mais hotelaria. Em Fevereiro deste ano, a imprensa local noticiou que o grupo de David Chow aceitou reduzir a altura máxima do hotel que planeia construir na Doca dos Pescadores de 90 para 60 metros. Isto depois de uma série de críticas de que colocaria em causa a visibilidade do Farol da Guia, património mundial da UNESCO.

Hoje, David Chow disse aos jornalistas ainda estar a aguardar uma decisão do Governo sobre se o hotel vai ter 60 ou 90 metros.

O empresário também falou dos prejuízos causados pelo tufão Hato, em Agosto do ano passado.

De acordo com o relatório anual da empresa, o grupo reportou perdas de 121 milhões de dólares de Hong Kong devido ao tufão Hato, e recebeu 55 milhões em compensação por parte das seguradoras.

Quanto ao resto do dinheiro, a Macau Legend diz estar a trabalhar com as seguradoras de forma a ter o processo concluído dentro de meses.

Incluindo perdas não contabilizadas no relatório anual, David Chow disse aos jornalistas que o Hato causou prejuízos de “mais de 300 milhões de dólares de Hong Kong”.

Além disso, pediu ao governo para intervir de forma a que as seguradoras paguem as compensações pelos prejuízos causados pelo Hato.

“Quanto é que vamos pedir de compensação? Não sabemos ainda. Depende de quanto é que eles aprovam. Quanto é que vai demorar? Oh, isto é estúpido. Eles [seguradoras] nunca pagam. Eles que paguem 50 milhões primeiro e depois nós falamos. Já me queixei ao Governo. Isto não faz sentido. Nós pagamos seguro. Paguem-me. Quer eu construa, quer não, paguem-me primeiro”.

Fátima Valente