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Santa Casa Misericórdia rejeita "dependência" dos casinos
Quarta, 30/05/2018
A Santa Casa da Misericórdia de Macau contesta algumas das premissas do estudo realizado pela Universidade de Ciência e Tecnologia sobre os donativos das operadoras de jogo para o sector social.

Este estudo calcula que nos últimos seis anos as operadoras de jogo doaram cerca de 1,5 mil milhões de dólares de Hong Kong para a caridade. E refere a Santa Casa da Misericórdia como uma das três entidades de caridade tradicionais que mais têm sido apoiadas pelos casinos, juntamente com a Associação de Beneficência Tung Sin Fung e com o Fundo de Beneficência do Jornal Ou Mun.

O Provedor da Santa Casa da Misericórdia de Macau, António José de Freitas diz, no entanto, que é errada a ideia de que a actividade da Irmandade é financiada pelas operadoras de jogo.

“Entendemos que é pertinente dizer à sociedade que a Santa Casa da Misericórdia de Macau sempre recorreu aos seus próprios meios e ao apoio do Governo, através do Instituto de Acção Social, para desenvolver as suas acções de índole social”, afirma, em declarações à Rádio Macau.

Dos quase 1,6 mil milhões de dólares de Hong Kong atribuídos pelos casinos a associações de caridade, entre 2011 e 2017, António José de Freitas diz que a Santa Casa recebeu apenas um montante global de 10,2 milhões de patacas.

Uma verba que foi encaminhada, na totalidade, para o projecto “Loja Social”, que foi lançado em 2013, e que se destina à aquisição bens de primeira necessidade para distribuição de cabazes a agregados familiares mais fragilizados.

“Estes donativos dados pelas operadoras foram todos gastos integralmente e de uma só vez quando se fez a distribuição dos cabazes. A Santa Casa não fica com nenhum avo desses donativos. É tipo Robin Hood: tirar dos que têm e dar a quem precisa”, afirma António José de Freitas.

A Santa Casa da Misericórdia esclarece também, em comunicado, que três das operadoras doaram, de forma excepcional, um total de 3,7 milhões para apoiar os custos de reparação dos equipamentos sociais da instituição que foram danificados durante a passagem do tufão Hato: o Lar da Nossa Senhora da Misericórdia, a creche da santa Casa e o Centro de Reabilitação de Cegos.

António José de Freitas diz que nada tem contra o estudo realizado pela Universidade de Ciência e Tecnologia e acrescenta até concordar com algumas das sugestões que são feitas: uma actividade mais contínua das operadoras de jogo junto das instituições de apoio social de Macau e também a constituição, nas empresas de jogo, de equipas profissionalizadas para lidar com a área social.

André Jegundo