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Falun Gong com "dificuldades" em arrendar espaços, dizem EUA
Quarta, 30/05/2018
Os Estados Unidos consideram que a liberdade religiosa em Macau continua salvaguardada na lei e é respeitada na prática pelo Governo. Ainda assim, Washington deixa este ano um reparo sobre as Falun Gong.

Em termos gerais, o relatório do Departamente do Estado norte-americano traça um retrato positivo da liberdade religiosa no território – ao nível do que estipula a legislação em vigor; em termos de práticas governamentais; e ainda no que diz respeito à própria actuação dos grupos religiosos, muitos dos quais continuaram a prestar serviços aos membros da comunidade, independentemente da sua religião.

No documento consultado pela TDM – Rádio Macau, lê-se que os membros das Falun Gong continuaram no ano passado a realizar manifestações e a montar expositores informativos em lugares públicos, “sem incidentes”. Os autores do relatório lembram que os membros deste grupo religioso, crítico de Pequim, puderam manifestar-se até durante a visita a Macau de Zhang Dejiang, presidente do Comité Permanente da Assembleia Popular Nacional, em Maio do ano passado.

No entanto, os Estados Unidos dizem que alguns membros das Falun Gong relataram “dificuldades no arrendamento de recintos para grandes eventos” e disseram suspeitar que a situação esteja relacionada com a “pressão” do Partido Comunista Chinês.

Os autores do relatório referem ainda que muitos grupos religiosos prestaram no ano passado serviços sociais “a indivíduos de todos os credos”, mas dão conta de relatos que alegavam que “estudantes da China continental já não podiam frequentar seminários locais”.

No documento, são citadas estatísticas oficiais referentes a Julho de 2017, que indicam que quase 80 por cento da população de Macau – contabilizada na altura em 602.000 habitantes – pratica budismo. Lê-se também que, nesta data, havia em Macau cerca de 30.000 católicos romanos, 8.000 protestantes, 12.000 muçulmanos, mais de 2.000 Bahais e cerca de 50 membros das Falun Gong.

A análise sobre a situação de Macau está incluída no capítulo do relatório dedicado à China. Sobre o país, em geral, os autores do documento lembram que o Governo chinês continuou a exercer controlo sobre a religião e a restringir as actividades e a liberdade pessoal de pessoas que aderiram a determinadas religiões, consideradas como uma ameaça aos interesses do Estado e do Partido. O relatório indica que no ano passado continuaram os relatos de alegadas torturas, detenções e condenações devido a crenças e práticas religiosas.

Sofia Jesus