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Sulu Sou: “O mais importante não é o lugar de deputado”
Terça, 29/05/2018
Sulu Sou diz que mais do que voltar para a Assembleia Legislativa, o que está em causa é a garantia da liberdade de expressão e do direito à manifestação.

“O mandato na Assembleia Legislativa não é o mais importante importante para mim, mas sim, os direitos cívicos: como é que podemos exercer os nossos direitos cívicos no futuro, sem que os cidadãos tenham medo de expressar as suas opiniões", afirmou o activista à saída do Tribunal Judicial de Base.

Sulu Sou era acusado de desobediência qualificada, tal como Scott Chiang. Os dois foram condenados pelo crime de reunião ilegal a uma pena de multa.

Sulu Sou manteve a declaração de inocência: “Como eu disse desde o início, continuamos a achar que não somos culpados. Estávamos só a exercer um direito fundamental. Nós discordamos da decisão do tribunal”.

Sulu Sou foi hoje condenado a pagar uma multa de 40.800 patacas e Scott Chiang 27.600 patacas.

O deputado suspenso disse estar preocupado com o que possa acontecer em protestos futuros: “Preocupa-nos que o exercício da liberdade de expressão ou a manifestação de opiniões venham a ser restringidos, e que as pessoas fiquem sob grande risco quando expressarem as suas opiniões sem qualquer permissão das autoridades”.

Sulu Sou comentou ainda o apoio das mais de nove mil pessoas que votaram nele nas últimas eleições para a Assembleia Legislativa, garantindo-lhe a eleição aos 26 anos.

“Concordo que muitos apoiantes tenham ficado felizes depois de ouvirem a decisão do Tribunal Judicial de Base. Posso voltar para a Assembleia Legislativa. É algo que vamos discutir nos próximos 20 dias”, disse.

Enquanto não há uma decisão sobre um eventual recurso, Sulu Sou diz que vai continuar a ir assistir aos plenários da Assembleia Legislativa.

Fátima Valente