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Coutinho diz que multa a Sulu é, “de alguma forma, justiça”
Terça, 29/05/2018
O deputado José Pereira Coutinho considera que a pena de multa decretada hoje pelo Tribunal Judicial de Base a Sulu Sou, num caso em que eram acusados de desobediência qualificada, acaba por ter um efeito “positivo”, tendo sido feita “de alguma forma, justiça”, mas critica a “grande pressão” para que houvesse condenação.

Sulu Sou e o activista Scott Chiang eram acusados de desobediência à polícia, num processo relacionado com uma manifestação realizada no dia 15 de Maio de 2016 contra um subsídio da Fundação Macau à Universidade de Jinan, na província de Guangdong. O tribunal acabou por decidir condená-los pelo crime de reunião e manifestação ilegal.

Sulu Sou, que se encontra suspenso das funções de deputado e podia perder o mandato caso fosse condenado a uma pena superior a 30 dias de prisão, foi punido com uma multa de 40.800 patacas, enquanto Scott Chiang recebeu uma multa de 27.600 patacas.

Neste sentido, Coutinho, que defendeu Sulu Sou aquando da votação na Assembleia Legislativa que suspendeu o mandato de deputado do activista, em Dezembro, para que enfrentasse o processo em tribunal, considera que foi “positivo ter sido feita, de alguma forma, justiça”.

Em declarações à TDM – Rádio Macau, Coutinho disse-se “muito contente por o tribunal ter tido a coragem de decidir nesse sentido, não obstante o Ministério Público ter pedido a pena de prisão”.

Pereira Coutinho critica, por outro lado, a pressão sobre o tribunal e a politização do Ministério Público neste processo: “O tribunal aplicou uma multa, de alguma forma, pesada devido à pressão que sofreu de todos os lados. Basta ver que o Ministério Público pediu a pena de prisão efectiva. Havia uma grande pressão. Neste caso, o Ministério Público foi bastante politizado”.

Coutinho ressalva que “vamos ter que esperar para ver se o Ministério Público vai recorrer da sentença”, pelo que, “até a sentença transitar em julgado, muita água poderá correr debaixo da ponte”.

Hugo Pinto