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População com falta de informação sobre “storm surges”
Segunda, 28/05/2018
As cheias em zonas urbanas foram responsáveis pela maior parte das mortes provocadas pelo tufão Hato e, segundo os dados recolhidos pelos académicos japoneses, as águas chegaram a atingir mais de dois metros de altura nalgumas zonas da cidade.

Durante uma visita a Macau, poucos dias depois do tufão Hato, Hiroshi Takagi diz ter notado que a população tem muita falta de informação sobre as chamadas “storm surges” e sobre como devem proceder nestas situações.

“É muito importante explicar às pessoas o que é uma “storm surge”, como é gerada na sequência de um tufão, porque é que é tão perigosa e como é que as pessoas devem actuar nestas situações”, declara.

O estudo dos académicos japoneses foi realizado com base nos dados meteorológicos registados à passagem do tufão Hato e após uma visita de quatro dias a Macau e Hong Kong, 10 dias depois da passagem do tufão Hato.

O professor do Tokyo Institute of Technology defende que Macau, Hong Kong e Guangdong só têm a ganhar com a criação de um consórcio que permita a partilha de informação, em tempo real, sobre tempestades tropicais.

A criação deste consórcio, aponta Hiroshi Takagi, daria origem a uma rede de informação meteorológica mais exacta e fiável que seria muito útil para as três regiões na prevenção de tempestades tropicais de grande dimensão.

“Estabelecer uma espécie de consórcio que permita a partilha de informação meteorológica em tempo real com as regiões vizinhas, como Hong Kong e Zhuhai, julgo que seria uma boa ideia de forma a criar uma rede de informação mete reológica mais fiável e vigilante. Julgo que uma colaboração do género entre regiões vizinhas é muito conveniente para todos”, defende em entrevista à Rádio Macau.

André Jegundo