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Hato: Académico defende decisões "razoáveis" dos SMG
Segunda, 28/05/2018
Decisões aceitáveis à luz de critérios científicos. É desta forma que o académico Hiroshi Takagi, do Tokyo Institute of Technology, classifica a actuação dos Serviços Meteorológicos de Macau (SMG) em relação aos sinais de tempestade durante o tufão Hato.

Este académico integrou uma equipa de investigadores japoneses que estudou o impacto do super-tufão em Macau e Hong Kong, em Agosto do ano passado.

Em entrevista à Rádio, Hiroshi Takagi defende que o momento dos sinais de tufão içados pelos SMG foram “muito razoáveis” à luz do critério das velocidades do vento que se registaram.

“Pessoalmente, no nosso estudo, não temos nenhuma intenção de culpabilizar as decisões tomadas pelas autoridades de Macau em relação ao tufão hato. Apesar de ser uma matéria controversa, a nossa análise revela que o momento do hastear dos sinais de tempestade foi muito razoável no caso de Macau, tendo por base o critério da velocidade do vento”, afirma Hiroshi Takagi.

É uma conclusão que já constava do estudo realizado pelo investigador japonês com dois colegas do Tokyo Institute of Technology.

O problema esteve na rápida aceleração dos ventos do tufão Hato, já na manhã de 23 de Agosto, pouco antes de atingir Macau. Os dados recolhidos pelos académicos japoneses mostram que a velocidade de aproximação do tufão a terra foi invulgarmente elevada. Comparável à do tufão Wanda de 1962, que foi um dos mais fortes de sempre a atingir a região.

Os investigadores consideram que esta aceleração do tufão parece ter surpreendido os serviços meteorológicos de Macau que tiverem menos tempo para se preparar.

No estudo realizado, os investigadores elogiam por isso a actuação mais “conservadora e cautelosa” dos Serviços Meteorológicos de Hong Kong que içaram o sinal 8 logo às 5.20 da manhã de dia 23, enquanto que Macau apenas o hasteou quase quatro horas depois, às 9 da manhã.

Para fazer face às incertezas das previsões meteorológicas, em territórios tão pequenos, Hiroshi Takagi diz que se justifica uma actuação mais conservadora dos serviços meteorológicos em relação às decisões de sinais de tempestade.

“As decisões devem ser conservadoras e expeditas porque a incerteza estará sempre lá. Por outro lado, julgo que a sociedade precisa de consensualizar e ser mais tolerante em relação a uma postura mais conservadora e segura dos serviços relativamente aos sinais de tempestade. Mesmo que isso possa originar situações de reacção e resposta excessiva, causando transtornos na vida população”, aponta.

André Jegundo