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Falta de vagas nas creches preocupa deputadas
Sexta, 25/05/2018
A falta de vagas nas creches foi o mote para a intervenção de Song Pek Kei, esta tarde, na Assembleia Legislativa. A deputada traçou a situação actual: são mais de 18 mil crianças para cerca de 10 mil vagas.

Song Pek Kei lembra que há cada vez mais pais empregados e a trabalhar por turnos e sugere ao “Governo que tome por referência as experiências do exterior, por exemplo, que incentive as empresas com capacidade, especialmente as do jogo, a criarem creches para os seus trabalhadores”.

A questão preocupa também Ella Lei. A deputada afirmou que os pais acabam por apresentar candidaturas a várias escolas, considerando que são “como um pescador a lançar a rede”. A deputada diz que é necessário haver uma estatística e definir a quantidade e os critérios de oferta de vagas, por zonas.

“Tem de haver um sistema para os pais, cujos filhos conseguiram várias vagas, poderem optar rapidamente, libertando as vagas para os suplentes, o que pode reduzir o tempo de espera e as preocupações dos pais, e facilitar o trabalho das creches e a fiscalização do Governo. Melhorar tais procedimentos pode evitar a repetição de preocupações dos pais em relação à procura de vagas nas creches”, considera.

Ainda na área da educação, Agnes Lam defende que o Governo deve avaliar as políticas de apoio aos encarregados de educação com filhos com necessidades especiais. A deputada diz que se deve dar mais apoio económico, mas também actualizar as instalações comunitárias para uma melhor integração na sociedade.

A intervenção deve passar também pelas escolas: “algumas escolas do ensino especial têm falta de espaço e, segundo os encarregados de educação, a fisioterapia é feita nos corredores. Segundo alguns especialistas na matéria, atendendo às necessidades físicas e psicológicas específicas das crianças com necessidades especiais (SEN), não se pode comparar o espaço que elas necessitam com o de uma criança normal”.

Wong Kit Cheng, por sua vez, afirmou que é preciso garantir a protecção dos direitos e interesses das crianças.

Para a deputada “o certo é que com a subida da taxa de natalidade verificada nestes últimos anos e com as constantes transformações socioambientais as diversas politicas relacionadas com as crianças deixaram de conseguir satisfazer as necessidades”.

A deputada deu exemplos: “faltam parques infantis e vagas nas creches, os cuidados às crianças estão longe de conseguir satisfazer as necessidades dos pais quando ambos trabalham fora, as políticas de família estão desajustadas da realidade, e o tratamento e o ensino precoces deixam ainda algo a desejar”.

“Estas são as questões que muito preocupam a sociedade, para além do caso de alegado assédio sexual num jardim-de- infância”, acrescentou.

Na Assembleia Legislativa, Lei Chan U defendeu que o Governo podia aproveitar a revisão do Estatuto dos Trabalhadores da Administração Pública de Macau para aumentar a licença de maternidade dos actuais 90 dias para os 98 dias recomendados pela Organização Internacional do Trabalho.

Marta Melo