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Ponte Hong Kong-Macau-Zhuhai ainda sem data para abrir
Quinta, 24/05/2018
Ainda não há data para a abertura da Ponte Hong Kong – Macau – Zhuhai. A obra terminou oficialmente em Fevereiro, mas são ainda muito os pontos por acordar entre os três governos sobre o acesso e circulação na ponte, confirmou hoje o director dos Serviços para os Assuntos de Tráfego, Lam Hin San, numa conferência de imprensa convocada para apresentar a política de trânsito na ponte.

Lam Hin San confirmou que as quotas para os veículos particulares – 600 para Hong Kong e 300 para Macau – vão ser atribuídas por sorteio, mediante “um determinado preço”. Qual, o director da DSAT disse não estar em condições de indicar – é um dos muitos pontos ainda por acordar entre as três regiões.

Lam Hin San sublinhou, no entanto, que a maioria das pessoas de Macau que queira usar a ponte terá de ir de autocarro. A frequência das carreiras está também confirmada: haverá 16 viagens por dia, ida e volta, a sair de Macau para Hong Kong; e 34, de Hong Kong para Macau.

Como também já tinha sido anunciado, cada bilhete custa 80 patacas, com o serviço de autocarros a ser prestado pela Shun Tak, de Pansy Ho, que já lidera as ligações marítimas a Hong Kong.

Lam Hin San admite a hipótese de o número de carreiras aumentar, caso haja mais procura do que o esperado. Para já, as estimativas do Governo continuam a apontar para um movimento diário de 40 mil pessoas e quatro mil veículos a entrar e sair de Macau. No total, entre as três regiões, a estimativa sobe para 30 mil veículos em circulação, todos os dias.

O Governo autorizou também os casinos a terem autocarros a fazer a ligação entre a ponte e os terminais marítimos: cada operadora terá direito a dois veículos.

Já em relação ao serviço público de autocarros, haverá duas novas carreiras a ligar a ponte ao centro de Macau e à Taipa. Lam Hin San não adiantou mais detalhes.

Além de autocarros e veículos particulares, Macau e Hong Kong têm uma quota para 100 táxis.

A Zona de Administração de Macau, na ilha artificial junto à ponte, tem dois silos: um para quem chega de Hong Kong, com três mil lugares para automóveis; outro para os residentes de Macau, com 5143 lugares para carros e motas.

No parque de estacionamento para os visitantes que chegam de Hong Kong, haverá condições especiais de acesso, também ainda em fase de negociação. Mas há novidades: “Os utilizadores têm de ter uma aplicação de telemóvel e fazer marcação do lugar e fazer um pagamento prévio. A tarifa será de 180 patacas por 12 horas ou 15 patacas por hora. No máximo, o veículo pode ficar oito dias estacionado”, indicou Lam.

O director da DSAT reconhece que, com a abertura da ponte, o trânsito junto à Rotunda da Amizade, já congestionado em horas de ponta, vai agravar-se. Mas espera resolver o problema com a instalação de mais semáforos.

Sónia Nunes