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Deputados indirectos como em Hong Kong, sugere Stanley Au
Quarta, 21/03/2012

O antigo deputado à Assembleia Legislativa Stanley Au considera que Macau deve ir ao encontro do que se faz em Hong Kong no que diz respeito ao sufrágio indirecto. O presidente do Banco Delta Asia concorda com a actual composição da Assembleia Legislativa – deputados nomeados pelos Chefe do Executivo, deputados eleitos por sufrágio directo e deputados escolhidos por via indirecta – mas entende que o actual modelo sofre de alguns vícios.

 

“Muitas associações, quando se formam, é só para poderem entrar na Assembleia Legislativa, porque só querem passar pelo caminho das eleições e assim conquistarem um assento na Assembleia Legislativa. Não são formadas para lutarem pelos interesses do próprio sector ou dos seus associados”, aponta.

 

Para acabar com os defeitos que encontra nas eleições de base corporativa, Au propõe que, “em vez de ser através das associações, o sufrágio indirecto seja um mecanismo para eleger deputados através de grupos funcionais, como em Hong Kong”.

 

O presidente do Banco Delta Asia gostaria de ver na Assembleia uma maior representação da banca, hotelaria, transportes e jogo, com lugares garantidos também para as pequenas e médias empresas.

 

O homem que perdeu para Edmund Ho as eleições em 1999 tem também uma proposta diferente da maioria para a comissão eleitoral do Chefe do Executivo. Stanley Au defende um aumento para 450 elementos, em vez dos 400 que têm sido veiculados pela maioria dos intervenientes nas sessões de auscultação organizadas pelo Governo.