Em destaque

14 de Fevereiro 2019: às 12h30, o BNU negociava 1 euro por 9.1522 patacas e 1.1278 dólares norte-americanos.

Costa Nunes: Educadora e psicóloga suspensas de funções
Sexta, 18/05/2018
Uma educadora e a psicóloga do Jardim de Infância D. José da Costa Nunes estão preventivamente suspensas de funções desde ontem e vão ser alvo de um processo disciplinar no âmbito do caso dos alegados abusos sexuais por parte de um funcionário da escola.

A informação consta de uma comunicação enviada pela Associação Promotora da Instrução dos Macaenses aos pais e encarregados de Educação do Jardim de Infância, a que a Rádio Macau teve acesso. Trata-se de uma comunicação que resume os principais pontos do relatório enviado pela instituição à Direcção dos Serviços de Educação e Juventude (DSEJ) sobre o caso de alegados abusos sexuais por parte de um servente a várias crianças da instituição.

A suspensão da educadora e da psicóloga foi decidida no momento em que o relatório foi entregue à DSEJ, durante o dia de ontem. De acordo com a Associação Promotora da Instrução dos Macaenses, a educadora de infância apenas transmitiu à direcção da escola as suspeitas em relação ao funcionário dois meses depois de essas suspeitas terem sido transmitidas, em primeira mão, pelos pais.

Essa informação foi transmitida à direcção da escola a 24 de Abril de 2018, durante uma reunião que se destinava a “discutir assuntos pedagógicos da turma em questão”. A docente em causa relatou à directora da escola “pela primeira vez parcialmente a conversa passada com pais”, referindo-se aos alegados abusos sexuais.

Associação Promotora da Instrução dos Macaenses alega que, nessa altura, havia ainda “pouca informação sobre o caso relatado e a convicção de que a informação que existia não tinha sido valorizada pelos próprios pais, que preferiram agir com discrição”.

Ainda assim, alega-se que a directora tentou determinar a veracidade das suspeitas, “tendo aumentado a frequência das visitas às salas e determinado um prazo para revisitar a questão com a educadora, caso não surgissem entretanto indícios que justificassem elevar a questão”, refere-se na comunicação a que a Rádio Macau teve acesso.

“A razão dada para esta cautela no procedimento prendeu-se com a sensibilidade da natureza das referências que, tratadas de forma precipitada, poderiam ser detrimentais para as crianças, para o pessoal escolar e causar também o desagrado dos encarregados de educação, caso efectivamente estes não valorizassem ou vissem mérito nessas mesmas diligências”, aponta a instituição.

A 8 de Maio, refere-se na comunicação, a directora é informada de um novo caso e, por fim, informa a APIM do sucedido que, tal como alguns encarregados de educação, “procederam à formalização de queixas-crime”. Foi então que o funcionário em causa foi suspenso e impedido de voltar ao Jardim de Infância.

André Jegundo