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MP arquivou parte do caso que levou à suspensão de Sulu Sou
Segunda, 14/05/2018
A alegada desobediência de Sulu Sou às ordens da polícia para subir para cima do passeio durante a manifestação de 2016 contra o Chefe do Executivo não consta da acusação contra o democrata. O Ministério Público mandou arquivar esta parte do inquérito, no caso que fez com que o deputado ficasse com o mandato suspenso por tempo indeterminado.

A revelação foi feita hoje, no início do julgamento do caso pelo Tribunal Judicial de Base. Apesar do despacho de arquivamento, quer a delegada do Ministério Público, quer a juíza titular do processo, Cheong Weng Tong, confrontaram os arguidos com acontecimentos em que não foram encontrados indícios do crime de desobediência qualificada, na fase anterior à de julgamento.

“São factos que vêm descritos na acusação. Temos de perguntar. Têm que ver com o processo e ajuda-nos a descobrir a verdade dos factos”, defendeu a juíza, ao alegar que o tribunal estava a tentar perceber a postura dos arguidos durante toda a manifestação.

Além de Sulu Sou, é arguido neste processo, Scott Chiang, ex-presidente da Associação Novo Macau e principal organizador da manifestação que motivou o inquérito. Ambos defendem que o protesto foi pacífico e totalmente legal.

Na primeira sessão de julgamento, foram ouvidos seis polícias que alegaram que houve desobediência na parte do processo que foi arquivada. As testemunhas afirmaram que os arguidos levaram a manifestação a avançar contra o cordão da polícia que impedia o acesso, pela estrada, à Avenida Panorâmica de Nam Van.

Os vídeos exibidos em tribunal mostram que houve um impasse de cerca de 25 minutos entre manifestantes e polícia nesta parte do protesto. No entanto, os manifestantes foram conduzidos pelos activistas para o passeio, depois de a polícia ter dado ordens expressas nesse sentido.

Sónia Nunes