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Sulu Sou investigado em mais quatro processos-crime
Segunda, 14/05/2018
Há mais quatro processos-crime instaurados contra o democrata Sulu Sou. Os casos, ainda em fase de investigação, estão relacionados com as eleições legislativas de 2017, que garantiram a entrada do activista na Assembleia Legislativa, com mais de nove mil votos. A informação foi revelada esta manhã, no Tribunal Judicial de Base, no início do julgamento do deputado.

Com a imunidade retirada pela AL em Dezembro – menos de dois meses depois de ter sido eleito –, Sulu Sou começou hoje a ser julgado no primeiro processo-crime em que é arguido: é acusado de um crime de desobediência qualificada, na sequência de uma manifestação contra o Chefe do Executivo, em 2016. Além do deputado, é também arguido no processo o ex-presidente da Associação Novo Macau (ANM) Scott Chiang.

O arranque da sessão de julgamento ficou marcado pela revelação de mais informações sobre as investigações criminais abertas nos últimos meses contra membros da ANM, a principal organização pró-democracia de Macau.

Na fase de confirmação da identidade dos arguidos, que precede a abertura formal do julgamento, Sulu Sou informou o TJB de que está a ser alvo de mais quatro processos-crime por alegados actos de campanha ilegal, ocorridos em Setembro. A confirmar-se as suspeitas levantadas na fase de inquérito, o deputado arrisca novas acusações por desobediência qualificada – o mesmo tipo de crime que levou a Assembleia Legislativa, em Dezembro, a suspender o mandato de Sulu Sou.

Com uma maioria de 28 votos, em 32, os deputados decidiram pelo levantamento da imunidade para que o democrata começasse a ser julgado, o mais breve possível, por ter atirado aviões de papel à residência oficial do Chefe do Executivo, em 2016.

Já Scott Chiang disse ao TJB que, além deste caso, foi ouvido em “mais dois ou três”, mas não soube precisar em que fase se encontram os processos, nem o tipo de crimes sob investigação: disse apenas que tinham que ver com actividades políticas.

O activista tem já um caso que, em Setembro, entra na fase de julgamento: Chiang vai a tribunal responder pelos crimes de dano e introdução em lugar vedado ao público por ter colocado uma faixa no antigo Hotel Estoril.

Sónia Nunes