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Agnes Lam pede melhorias na forma como crianças são ouvidas
Segunda, 14/05/2018
Agnes Lam diz ter recebido queixas dos pais de sete crianças alegadamente vítimas de abusos sexuais no Jardim de Infância D. José da Costa Nunes, e pede melhorias no mecanismo destas queixas.

Em declarações à TDM- Rádio Macau, a deputada eleita por sufrágio directo, afirma que os pais exortam o Governo a colmatar as falhas do mecanismo actual e a melhorá-lo, de forma a proteger as crianças envolvidas nas queixas.

“Os pais foram para a esquadra de polícia para prestar declarações e alguns aperceberam-se de que não podem acompanhar as crianças durante todo o processo. Parece que a polícia não tem um procedimento uniforme para lidar com este tipo de casos”, observa a deputada.

Agnes Lam chama também a atenção para o estado de ansiedade das crianças durante o processo de depoimento. “Os pais acham que a forma como a polícia está a fazer as perguntas pode não ser efectiva para conseguir provas, porque nem eles conseguem fazê-lo. Sugerem que devia haver um psicólogo infantil para ajudar a fazer as perguntas, porque a forma como eles estão a fazer os inquéritos é como se fosse um interrogatório para adultos”, afirma.

Agnes Lam argumenta ainda que os pais não dispõem de ferramentas suficientes: “Não temos psicólogos nem manuais para ajudar as famílias a falar com as crianças, porque os pais ficam com medo de assustarem as crianças se falarem com elas”.

Para a deputada, deve ser obrigatório reportar estes casos que envolvem crianças nas escolas. “No princípio, as pessoas não sabiam se isto era um caso ou não, e não tinham a certeza se o deviam reportar. E na verdade, deviam reportá-lo logo”, acrescenta.

De acordo com Agnes Lam, os pais esperam que a polícia estabeleça um mecanismo para permitir que os pais acompanhem seus filhos no processo de investigação, e que convidem psicólogos infantis ou profissionais relevantes para ajudarem no processo.

A deputada adianta ainda que os pais propõem que seja permitido usar gravações de vídeo para evitar que as crianças tenham de explicar o incidente várias vezes.

Fátima Valente