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Costa Nunes: APIM acompanha caso até ao fim da investigação
Quinta, 10/05/2018
O presidente da Associação Promotora da Instrução dos Macaenses, responsável pelo D. José da Costa Nunes, diz que apesar de as autoridades não terem encontrado indícios de abuso sexual nos exames feitos às crianças, vão continuar a acompanhar a situação.

“Soube que não houve indícios físicos de abuso sexual. Ainda bem. Vamos aguardar, não sabemos o que isto significa. Temos sempre os canais abertos na comunicação com os pais”, afirma Miguel Senna Fernandes.

Questionado sobre a gestão do caso, nomeadamente ao nível da escola, Miguel Senna Fernandes considera que é normal haver alguma precipitação.

“Claro notícias deste género provocam sempre uma grande preocupação a quem tem crianças num estabelecimento de ensino. É perfeitamente compreensível que haja precipitação quer da escola, quer dos pais”, afirma.

Por outro lado, sublinha que “tanto a escola como a APIM estão em cima do assunto”.

“Isto é muito importante para o futuro: que qualquer tentativa seja desencorajada porque vai ser esta a reacção que potenciais prevaricadores encontrarão, se tiverem alguma ousadia em tocar nestes menores”, afirma.

Já sobre o funcionário alvo da queixa dos pais, o presidente da APIM adianta que “vai continuar suspenso” até que a PJ conclua as investigações.

Senna Fernandes observa ainda que mesmo que não haja indícios de agressões sexuais, é preciso reunir todos os pais e falar sobre a relação da escola com o funcionário.
Segundo Senna Fernandes, existe quebra de confiança e o funcionário em causa pode não ter o contrato anual renovado.

“O abuso sexual pode não se resumir a uma agressão. Neste caso, julgo eu, nem sequer houve agressão. Pode ser um toque indevido. O toque indevido é bastante. Um toque indevido é de natureza imoral e já é fundamento para afastar o funcionário de vez”, afirmou.

“Se há uma quebra de confiança é muito provável a não renovação do contrato”, acrescenta.

Este caso também está a ser acompanhado pela direcção dos Serviços de Educação e Juventude (DSEJ), que hoje enviou pessoal ao Jardim de Infância Dom José da Costa Nunes para fazer acompanhamento psicológico.

Em conferência de imprensa, a DSEJ disse que vai esperar pela investigação da polícia.

“Estamos a acompanhar com a escola, que deve agir de acordo com o nosso guia de funcionamento para as escolas”, observou Ng Mei Kei, chefe da divisão de educação pré-escolar e ensino primário da DSEJ.

Fátima Valente