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Metro: Governo cancela carruagens e paga 360 milhões
Terça, 08/05/2018
O Governo cancelou a compra de 48 carruagens para o metro, encomendadas à Mitsubishi, no final de 2013. Pela rescisão do contrato, a empresa vai receber uma compensação de 360 milhões de patacas, confirmou hoje o secretário para os Transportes e Obras Públicas, Raimundo do Rosário.

A decisão sobre o termo do contrato de 2013 com a Mitsubishi foi anunciada ontem pelo Gabinete de Infra-estrutras e Transportes, em comunicado de imprensa.

“Essas carruagens são demais para aquilo que precisamos para as linhas da Taipa, Seak Pai Van e até à Barra. Achámos que era melhor rescindir a segunda parte [da encomenda à Mitsubishi] – até porque, daqui a uns anos, quando a rede do metro for estendida para outros sítios, certamente, haverá carruagens mais modernas e com outras potencialidades”, justificou Raimundo do Rosário. “Fizemos as contas para as carruagens que são necessárias [para o actual projecto do metro]”, acrescentou.

Com esta decisão, o Governo recua à ideia inicial de ter o metro a funcionar com 110 carruagens. Foi esta a encomenda feita em 2011, aquando do primeiro contrato com a empresa, avaliado em 4,4 mil milhões de patacas.

A compra de 48 carruagens adicionais foi acordada em Dezembro de 2013 por um custo total de 820 milhões de patacas. É este o valor do contrato agora rescindido com a Mitsubishi e que incluia o pagamento de serviços de manutenção.

Da primeira encomenda feita à empresa, já chegaram a Macau 30 carruagens.

Raimundo do Rosário falou aos jornalistas depois de participar numa reunião na Assembleia Legislativa.

O secretário foi também questionado sobre a existência de um acordo para a fusão das companhias de autocarros TCM e Nova Era numa única empresa. A informação foi avançada hoje pelo jornal Tribuna de Macau.

Raimundo do Rosário recusou-se a fazer qualquer declaração sobre o assunto.

Na semana passada, foram publicadas em Boletim Oficial alterações parciais aos contratos das empresas do serviço público de autocarros, que terminam em Julho.

Entre as mudanças mais recentes, está a possibilidade de o Governo rescindir os contratos caso as empresas transmitam, total ou parcialmente, a sua posição contratual, sem autorização do Executivo.

Se a operação avançar, a TCM e a Nova Era, que têm a Nam Kwong como sócia maioritária, vão formar a maior companhia de autocarros do território: ficam com 60 por cento das carreiras.

Sónia Nunes