Em destaque

18 de Fevereiro 2019: às 12h30, o BNU negociava 1 euro por 9.20602 patacas e 1.1314 dólares norte-americanos.

Kevin Ho diz que Macau não precisa de lei sindical
Sexta, 04/05/2018
O empresário e presidente da associação que está a fazer o estudo sobre as condições para a discussão da lei sindical disse, em entrevista ao Hoje Macau, que não vê necessidade desta legislação no território.

Kevin Ho justificou a opinião com o facto de haver pleno emprego em Macau.

“Não quero dizer que todos os trabalhadores são bem tratados, mas temos de admitir que a sociedade de Macau dos últimos 15 anos, e que podemos projectar para os próximos 20 ou 30 anos, é uma sociedade de emprego. Por isso, mesmo sem a lei, se um trabalhador sofre porque é mal tratado pelo seu empregador, pode arranjar outro emprego facilmente noutro lado”, afirmou.

Presidida por Kevin Ho, a Associação de Estudo de Economia Política, criada no final de 2015, venceu o concurso público aberto a instituições de investigação, levado a cabo em meados do ano passado pelo Conselho Permanente de Concertação Social.

Para Kevin Ho, uma lei sindical faria muito mais sentido em Macau nos anos 70 ou 80. “Naquela altura, precisaríamos de uma boa lei para proteger os trabalhadores”, disse.

E acrescentou: “Vocês jornalistas, normalmente vêem-me como sobrinho de Edmund Ho [o antigo chefe do Executivo], mas também sou o neto de Ho Yin. O meu avô era um homem de negócios, mas sempre defendeu os direitos dos trabalhadores”.

Kevin Ho considerou também que “não há especulação imobiliária” em Macau.

O empresário advertiu que não tem investimentos na área imobiliária na região, e reconheceu que tem “uma posição diferente da maioria das pessoas” sobre o assunto.

Para Kevin Ho, “em Macau, quer os preços sejam altos ou baixos, as pessoas têm sempre uma casa para viver”.

Já em Hong Kong, “há muita especulação”, contrapõs o empresário.

Kevin Ho argumentou com os rendimentos per capita. Comparou com Hong Kong ou Pequim, e apontou que em Macau, os salários são mais altos.

Neste contexto deu o exemplo de um casal na casa dos trinta anos que compre casa pela primeira vez em Macau:
Se o casal tiver um rendimento de 80 mil patacas e poupanças na ordem de um milhão de patacas não vai ter problemas com a compra de casa.

Kevin Ho falou ainda nos investimentos na Global Media em Portugal.

Além disso, disse que está a pensar investir no Porto, em projectos ligados ao vinho.

Kevin Ho explicou que os antigos armazéns de vinhos do Porto podem ser bons espaços para instalar ´startups´, que sirvam também como local de exposição e centro logístico de distribuição e vendas de vinhos.

Fátima Valente