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Reforma política: residentes satisfeitos com proposta 2+2
Sábado, 17/03/2012

Naquela que foi a primeira consulta pública, destinada à população, da segunda ronda de recolha de opiniões sobre a reforma política, a maioria dos 24 intervenientes levantou-se da cadeira para dizer estar de acordo com a sugestão do Governo de mais quatro deputados, dois eleitos pela via directa e outros dois pela indirecta. A ideia de aumentar o colégio eleitoral do Chefe do Executivo em mais 100 elementos, para um total de 400, também mereceu a aprovação de grande parte dos participantes.

 

A justificação repetiu-se e foi a de que assim são contemplados os interesses de mais pessoas. “Esta fórmula permite um desenvolvimento estável e sustentável de Macau e consegue abranger todos os interesses”, disse, entre vários outros, Leung.

 

Houve também quem sublinhasse que a actual estrutura do sistema político já é democrática. “Macau tem uma sociedade muito democrática e todos podemos associar-nos a diferentes organizações e associações”, afirmou uma jovem.

 

Mas foram surgindo vozes discordantes. O senhor Lam não concorda com nenhuma das propostas de reforma. “Os deputados do sufrágio directo é que realmente estão a lutar por nós, por isso, o seu número deve ser aumentado em seis. Quanto aos nomeados, meus amigos residentes de Macau vocês devem perceber que queremos um Governo muito poderoso, portanto, devem ser retirados”.

 

Um jovem estudante pediu mais coragem ao Governo da RAEM no caminho para o sufrágio universal. “São apenas fórmulas para manter o enquadramento do sistema político actual. Não vem mudar nada no sentido do avanço da democracia”.

 

Outros intervenientes até insinuaram que, apesar da nova ronda de consultas, o Executivo já tem uma decisão tomada. “A fórmula 2 mais 2 já é uma fórmula consagrada. Penso que não há hipóteses de ser alterada”, disse um deles.

 

Por sua vez, o senhor Chan, num discurso efusivo, pediu o fim do sistema de eleição indirecta e apontou baterias ao Governo. “O mecanismo de responsabilização não foi criado. Em 12 anos de RAEM, não há nada que responsabilize os dirigentes governamentais, que não têm de responder perante a população”.

 

O auditório do Centro Cultural esteve bastante composto nesta auscultação. Foram vários os jovens que participaram e apresentaram as suas ideias. Nesta sessão pediu-se ainda mais oportunidades para as mulheres intervirem na vida política. A par disso, que os novos dois lugares indirectos na Assembleia Legislativa sejam destinados aos sectores profissional e social.