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1.º de Maio: Cerca de 800 manifestantes nas ruas - polícia
Terça, 01/05/2018
Três grupos de protesto levaram às ruas de Macau pouco mais de 800 pessoas esta tarde. Os dados são do Corpo de Polícia de Segurança Pública (CPSP), em declarações à comunicação social, após a entrega das petições dos grupos de manifestantes na sede do Governo.

De todos os grupos, o que atraiu maior número de seguidores foi o dos lesados no caso Pearl Horizon. Ainda assim, este protesto ficou aquém das expectativas dos proprietários de frações no empreendimento de habitação na Areia Preta, que esperavam 5000 pessoas.

Após o protesto, o grupo estimou em 600 ou 700 o total de participantes. Já nas contas da polícia, foram 520 os apoiantes da causa do edifício Pearl Horizon na manifestação do 1.º de Maio.

O grupo de proprietários sem casa partiu da Areia Preta por volta das 14 horas e chegou à sede do Governo já perto das 18 horas. Antes foi ao Gabinete de Ligação do Governo Central da RAEM entregar uma petição.

Os manifestantes do Pearl Horizon exigiram ao Governo e à Polytec, a empresa responsável pela construção, a resolução do impasse do empreendimento que teve as obras paradas na sequência da aplicação da Lei de Terras.

A cor preta a dominar os cartazes, guarda-chuvas e t-shirts do grupo do Pearl Horizon, e uma reivindicação dominante nas faixas e altifalantes: “O Governo e a Polytec não podem tratar os contratos de compra e venda como lixo”.

Entre os cartazes que circularam pelas ruas até à sede do Governo havia ainda alertas para “a tragédia dos compradores”, e apelos ao sentimento: “O Governo não tem crédito, a Polytec não tem coração”.

Outro grupo, o da Nova Associação dos Direitos de Trabalhadores da Indústria de Jogos partiu da zona de casinos da península de Macau ainda antes da hora marcada, às 16:30.

Por essa hora já seguia perto do Wynn, com palavras de ordem a pedir regalias para os trabalhadores dos casinos iguais às dos funcionários públicos.

De megafone em punho, em cima de uma carrinha de caixa aberta, a activista Cloee Chao liderou os trabalhadores dos casinos até à sede do Governo a pedir 14 meses remunerados para os funcionários de todos os casinos e tolerância zero ao fumo nestes empreendimentos.

“Devolvam-nos a saúde. Não queremos cigarros electrónicos”, lia-se numa das mensagens, entre um aglomerado de cartazes vermelhos e brancos, cujo formato redondo remetia para as fichas de jogo dos casinos.

Nas contas da Nova Associação dos Direitos de Trabalhadores da Indústria de Jogos, a manifestação desta tarde contou com 800 participantes, mas na versão da polícia, no pico mais alto do protesto, esta associação de defesa dos interesses dos trabalhadores dos casinos não foi além dos 300 manifestantes.

Entre os que acompanhavam o grupo de Cloee Chao estava o deputado pró-democrata Au Kam San, que em declarações ao jornal Tribuna de Macau considerou “razoáveis” as reivindicações dos trabalhadores do sector do jogo.

Foram destacados 250 agentes para manter a ordem pública durante as manifestações, que decorreram de forma pacífica.

Outro manifestante, sozinho, percorreu a cidade desde as Portas do Cerco até ao Governo.

Já o grupo ligado à Associação da Reunião Familiar concentrou-se junto do Leal Senado, sem percorrer as ruas da cidade. O grupo já tinha cumprido a missão de entregar uma petição ao Chefe do Executivo, no dia em que Chui Sai On foi responder às questões dos deputados na Assembleia Legislativa, em Abril.

Durante a manhã de hoje, outro grupo, o da Federação das Associações dos Operários de Macau (FAOM), entregou também uma petição na sede do Governo a pedir celeridade na revisão da Lei das Relações de Trabalho.

Fátima Valente