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Estima de Oliveira “faz falta” e era um “bom exemplo”
Terça, 01/05/2018
O poeta Yao Jing Ming considera que Alberto Estima de Oliveira “faz falta” e pode servir de “bom exemplo para compreender outros povos”, disse à TDM – Rádio Macau o tradutor de um dos livros de poesia do autor falecido há dez anos.

Nascido em Lisboa, em 1934, Alberto Estima de Oliveira faleceu na capital portuguesa no dia 1 de Maio de 2008, aos 73 anos, depois de ter passado duas décadas em Macau, onde publicou várias obras.

A primeira a ser dada à estampa no território, “Infraestruturas”, de 1987, foi republicada em 1999 numa edição bilingue com tradução para a língua chinesa por Yao Jing Ming.

Em declarações à TDM – Rádio Macau, Yao Jing Ming disse que Alberto Estima de Oliveira “faz falta” e que “continua vivo no meu coração, porque tinha uma grande alma”.
Segundo Yao Jing Ming, Estima de Oliveira “era grande amigo meu e dos chineses. Era muito humano. Sabia muito bem como compreender outros povos, outras culturas. Essa capacidade é admirável e pode servir de bom exemplo para nós e também para outros portugueses”.

Alberto Estima de Oliveira chegou a Macau em 1982, tendo permanecido no território até 2002.

O período que passou em Macau foi o mais fértil em termos da produção artística do autor que se estreou nas publicações com “Tempo de Angústia” (1972), em Angola, onde chegou em 1957, ali tendo permanecido até 1975.

O segundo livro de Alberto Estima de Oliveira, “Infraestruturas”, só surgiria em Macau, em 1987, tendo sido seguido por “O Diálogo do Silêncio” (1988), “O Rosto” (1990), “O Corpo (Con)Sentido” (1993), “Esqueleto do Tempo” (1995) e “Estrutura I – O Sentir” (1996).

Em Macau, em 1997, foi ainda editado um CD com os poemas de Estima de Oliveira, “Diálogos do Silêncio”, ditos por Hélder Fernando e acompanhados pelo violino de Carlos Damas.

Em 2003, já com Estima de Oliveira a residir em Lisboa, foi publicado o seu último livro em vida, “Mesopotâmia – Espaço que Criei”.

Hugo Pinto