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Rota das Letras: Censura estrutural é para "levar a sério"
Segunda, 30/04/2018
O novo embaixador de Portugal em Pequim, José Augusto Duarte, considera que a verificar-se nova exclusão de autores do Festival Literário Rota Letras é motivo para “levar mais a sério”.

Em Março, a representação do Governo Central em Macau comunicou de modo informal aos organizadores do festival que três escritores não eram bem-vindos a Macau. Os três escritores foram então excluídos da programação do festival por não terem entrada garantida em Macau.

“Quando há eventos, há sempre uma polémica ou outra, e ela deve ser enquadrada e não ser hipervalorizada. Vamos ver se é um fenómeno concreto e se este ano não foi possível por motivos que desconheço em pormenor, ou se é uma questão estrutural”, afirmou José Augusto Duarte.

“Se for uma questão estrutural, é para levar mais a sério; se for uma questão episódica, um episódio em concreto, há que lhe dar o devido enquadramento, e não fazer daí uma hipérbole, uma excessiva valorização de coisas que se esgotam na polémica do caso em si”, acrescentou.

O embaixador português em Pequim falava após um encontro com o Chefe do Executivo, Chui Sai On, realizado esta manhã.

O Rota das Letras realiza-se anualmente desde 2011. No final da edição deste ano, o director do festival literário, Ricardo Pinto, disse que a iniciativa cultural só tem futuro se a programação não sofrer interferências.

Hoje, José Augusto Duarte disse que “se já dura há tantos anos, não é pela polémica de um momento que o festival vai acabar”.

“Há que ver a coisa de uma forma um pouco mais estruturada e não ficarmos reféns de um episódio que deve ser estudado e enquadrado na sua devida dimensão”, concluiu.

Fátima Valente